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Coluna: Homofobia: Ódio em forma de Preconceito

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Temos assistido à desconstrução do humano pelas vertentes do moralismo. Isso adentra o pensamento coletivo e se apodera de valores, como liberdade individual, arbítrio, identidade e autorrealização que deveriam ser preservados pela sociedade em seu processo civilizatório.

A sociedade, que se diz moderna, vive o paradigma da pós-verdade – estigma pelo qual os fatos são esfacelados pelo processo da modelagem da opinião pública por meio de emoções e crenças pessoais, em detrimento da objetividade – e chafurda na lama do obscurantismo, em um constante movimento niilista voltado contra a construção da identidade do ser humano. Isso tudo sob o estigma do conservadorismo fundamentalista, seja corporativo ou individual, que carrega em si o preconceito.

A homofobia, nesta perspectiva é, nada menos, que o ódio em forma de preconceito. Isso é uma doença de uma sociedade que, em vez de repensar sua gênese universal, que é comum a todos do gênero humano, quer creiamos no criacionismo – como este colunista, sendo teólogo – ou no evolucionismo, descaracteriza a humanidade ao dividir, selecionar, segregar seus entes por conta da orientação sexual.

Para que entendamos com maior clareza o problema, segundo o relatório do Observatório de mortes violentas de LGBTQIA+ no Brasil, em 2020 houve 237 vítimas fatais de homofobia, compreendendo 224 homicídios e 13 suicídios. A tendência de agressões é definidora de uma chaga mortal na sociedade que precisa ser curada por meio de penas exemplares, advindas do código penal, mas, de igual modo, pela Educação, tanto na família como na escola.

Destarte, um avanço no respeitante à tipificação penal da homofobia foi alcançado em 2019, pelo Supremo Tribunal Federal, em que a homofobia e a transfobia foram enquadradas no artigo 20, da lei 7.716/1989, que criminaliza o racismo. Ademais, o STF, na última quinta-feira (28), decidiu que o crime de injúria preconceituosa é imprescritível e inafiançável. Com isso, não há prazo para que alguém seja condenado por uma ofensa racista, homofóbica ou antirreligiosa. O julgamento em questão dizia respeito ao Habeas Corpus 154.248 e terminou com o placar de 8 votos contra 1.

No entanto, ainda é possível encontrarmos atores políticos que prestam um desserviço à nação quando proferem discursos preconceituosos, embebidos de ódio, a favor de posicionamentos que ferem as pessoas em sua identidade e orientação sexual. Isso não deveria passar despercebido pelas esferas judiciais, tampouco tolerado pelos ávidos eleitores em 2022.

Mas, é notório que o enfrentamento à homofobia ainda é tabu devido à incauta sujeição aos sistemas moralistas que fecundam separatismo, inculcando uma apócrifa concepção de sagrado e profano, sem entendimento do que isso significa, ao bel-prazer de líderes despóticos e acéfalos. Didaticamente, poderíamos classificar o crime da homofobia em dois segmentos, a saber, institucionalizada, motivada por coletivos institucionais, dentre eles o Estado, e a internalizada, abrangendo os indivíduos.

Nem uma nem outra são fáceis de serem trabalhadas e, quando necessárias, punidas. Mas todo esforço envidado é, embora martírico, necessário à natureza da cidadania e formação integral do ser humano.

Fases houve em que o homossexualismo foi confundido, devido à ignorância sobre o tema, com doença. Mas, graças ao entendimento da OMS, aos 17 de maio de 1990, a pecha patológica deixou de ser atribuída aos homossexuais.

Doravante, estudos antigos, mas renovados, em psicanálise, comprovam que Freud, em 1935, já concebia que a homossexualidade não poderia ser considerada doença. Segundo Freud, a psicanálise poderia proporcionar tranquilidade e paz psíquica ao homossexual que se sentisse infeliz e em conflito em relação à sua vida social, permitindo que este se aceitasse e se amasse.

Freud já entendia que a orientação sexual não deveria ser “tratada” em terapias, por não ser uma doença. O próprio pai da psicanálise lembrou, em uma de suas correspondências, que proeminentes figuras da história, tais como Platão, Michelangelo e Leonardo da Vinci eram homossexuais. Isso evidencia o caráter humano e douto do psicanalista, que nunca perdeu sua importância no mundo científico.

Mas, em tempos modernos, como entender discursos, “brincadeiras” de péssimo gosto e atos violentos contra homossexuais? Talvez a resposta esteja na falta de coragem das instituições em enfrentar o tema. Aqui convido à reflexão todos os atores/sujeitos formadores de opinião e condução da Educação de cada indivíduo em suas esferas de atuação. O caminho é acidentado e longo, mas sem ele, certamente, passaremos a uma infinita e imprevidente realidade em que as pessoas passarão a se odiar perpetuamente, arrogando, cada uma a si, o direito de serem possuintes da moral/moralismo/pedantismo e pernóstica capacidade de se autodestruir.

Sábio é aquele que entende o sentido de amar ao próximo como a si mesmo e, neste contexto, não incorre em insulação. Imprescindíveis são as palavras do teólogo Ricardo Gondim: “Aos homoafetivos, o ombro de Deus”.

#338 Boletim Covid-19 | Conselho de saúde é contra flexibilização de medidas contra Covid-19

Boletim Covid-19 – informação contra a pandemia – uma produção do curso de Jornalismo da UEPG.

Reportagem: Vinicius Sampaio.
Edição: Reinaldo Dos Santos.
Professores responsáveis: Marcelo Bronosky e Muriel Emídio Pessoa do Amaral.


Produção jornalística de extensão realizada à distância e inteiramente online, em respeito às normas de segurança e isolamento social.
Imprensa: A veiculação deste boletim é livre e gratuita, desde que mantida sua integridade e informados os créditos de produção.

Manifestação reivindica justiça e fim da violência machista

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Familiares de Liliane Ferreira dos Santos, vítima de feminicídio, organizaram ato público pelo fim da violência neste sábado (30), no Lago de Olarias. A data foi escolhida para marcar o dia do aniversário de Liliane, que foi assassinada aos 42 anos com 34 facadas e encontrada morta pela irmã no dia 9 de julho deste ano.

“Acreditamos que só assim, com mobilização da sociedade, podemos mudar as estatísticas profundamente tristes de feminicídio em nosso país”, observa Ligiane Ferreira, irmã de Liliane e organizadora do ato. Ela relata que o julgamento do acusado pelo crime de feminicídio tem início no mês de novembro e exige justiça.

O feminicídio foi tipificado como crime por meio da Lei nº 13.104 de 2015. Em 2020, o Brasil registrou 1338 mortes de mulheres por sua condição de gênero, segundo dados das Secretarias de Segurança Pública dos Estados. No Paraná, foram 217 ocorrências de tentativas ou feminicídios consumados, de acordo com dados do Ministério Público do Estado.

Imagens da manifestação cedidas por participantes

O ato em memória de Liliane Ferreira dos Santos é uma forma de denunciar a injustiça, a desigualdade de gênero e a violência e exigir respeito a todas as mulheres.

Liliane, presente!

#336 Boletim Covid-19 | PG flexibiliza uso de máscaras ao ar livre

Boletim Covid-19 – informação contra a pandemia – uma produção do curso de Jornalismo da UEPG.

Reportagem: Heryvelton Martins
Edição: Eder Carlos
Professores responsáveis: Karina Woitowicz e Rafael Kondlatsch


Produção jornalística de extensão realizada à distância e inteiramente online, em respeito às normas de segurança e isolamento social.
Imprensa: A veiculação deste boletim é livre e gratuita, desde que mantida sua integridade e informados os créditos de produção.

#335 Boletim Covid-19 | Vacinados não podem descuidar da prevenção

Boletim Covid-19 – informação contra a pandemia – uma produção do curso de Jornalismo da UEPG.

Reportagem: Heryvelton Martins
Edição: Eder Carlos
Professores responsáveis: Paula Rocha e Rafael Kondlatsch


Produção jornalística de extensão realizada à distância e inteiramente online, em respeito às normas de segurança e isolamento social.
Imprensa: A veiculação deste boletim é livre e gratuita, desde que mantida sua integridade e informados os créditos de produção.

#333 Boletim Covid-19 | UEPG lança pesquisa sobre retorno das aulas presenciais

Boletim Covid-19 – informação contra a pandemia – uma produção do curso de Jornalismo da UEPG.

Reportagem: Luiz da Luz.
Edição: Reinaldo Dos Santos.
Professores responsáveis: Karina Woitowicz e Marcelo Bronosky.


Produção jornalística de extensão realizada à distância e inteiramente online, em respeito às normas de segurança e isolamento social.
Imprensa: A veiculação deste boletim é livre e gratuita, desde que mantida sua integridade e informados os créditos de produção.

#332 Boletim Covid-19 | Unicentro terá aulas práticas presencialmente a partir de fevereiro

Boletim Covid-19 – informação contra a pandemia – uma produção do curso de Jornalismo da UEPG.

Reportagem: Diego Chila
Edição: Daniela Valenga
Professores responsáveis: Cíntia Xavier e Muriel Amaral


Produção jornalística de extensão realizada à distância e inteiramente online, em respeito às normas de segurança e isolamento social.
Imprensa: A veiculação deste boletim é livre e gratuita, desde que mantida sua integridade e informados os créditos de produção.

#331 Boletim Covid-19 | PG vacina adolescentes de 12 a 17 anos

Boletim Covid-19 – informação contra a pandemia – uma produção do curso de Jornalismo da UEPG.

Reportagem: Lucas Ribeiro
Edição: Eder Carlos
Professores responsáveis: Cíntia Xavier e Karina Woitowicz


Produção jornalística de extensão realizada à distância e inteiramente online, em respeito às normas de segurança e isolamento social.
Imprensa: A veiculação deste boletim é livre e gratuita, desde que mantida sua integridade e informados os créditos de produção.

Após denúncias de assédio de professor, alunos organizam protesto

O professor Valdisnei Osório da Silva foi acusado de assediar uma aluna de 13 anos, em agosto. Ele leciona matemática nas séries finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio do Colégio Cívico-Militar Frei Doroteu de Pádua e do Instituto de Educação Prof. César Prieto Martinez, em Ponta Grossa. Atualmente, Valdisnei está afastado de suas funções no Cívico-Militar, mas os protestos que aconteceram ontem (21), no Núcleo Regional de Educação (NRE-PG) e no Instituto de Educação desde as 7h20, pediam que ele fosse expulso dos dois colégios.

Conforme a denúncia, o professor teria chamado a aluna para fazer a chamada. A estudante foi até a frente da classe e nesse momento o educador teria passado a mão nos ombros da garota e descido até próximo das partes íntimas. Desde então a menina não frequenta o colégio.

Os protestos reuniram alunos de todas as turmas do Instituto, que estavam com cartazes onde diziam: “Um toque dura 5 segundos mas deixa marcas para a vida toda”, “Sob o assédio não se cale, grite”, além de escritas no corpo como “#NãoÉNão”. Os estudantes saíram do colégio e foram até a frente do NRE de Ponta Grossa para pedir respostas, e os organizadores entraram para conversar sobre as medidas a serem tomadas. O Núcleo de Educação decidiu pelo afastamento do professor por 30 dias.

Um fato parecido com o de agosto já tinha acontecido em 2013, na ocasião ele foi exonerado do cargo no Colégio Cívico-Militar Frei Doroteu de Pádua. Um tempo depois fez um Processo Seletivo Simplificado (PSS) e retornou a dar aulas. Hana Emanuely Carvalho, aluna do Cívico-Militar, comentou sobre a direção do colégio tentar abafar a divulgação do caso “O diretor foi em todas as salas orientando que não podíamos falar sobre o ocorrido, pois o assunto já estava sendo resolvido, e se quiséssemos falar era pra ir lá na direção resolver” ela complementou afirmando que acha a postura “um absurdo”. A equipe de reportagem tentou contato com a diretoria do colégio, mas não obteve retorno.

Uma aluna do Instituto de Educação Prof. César Prieto Martinez, que preferiu não ser identificada, estava presente nos protestos e fala que outras estudantes já foram assediadas pelo mesmo professor. O corpo discente se organiza para encontrar mais depoimentos para fazer uma denúncia em nome do Instituto de Educação. “Queremos justiça, não queremos só trinta dias de afastamento” afirma a aluna.

O caso está sendo apurado pelo Governo do Estado e pela Secretaria de Educação. Três denúncias já foram oficializadas à Polícia Civil contra o professor sobre assédio e importunação sexual. Segundo a delegada Ana Paula Cunha Carvalho, responsável pelo NUCRIA, que acompanha o caso, o professor terá de ir até a delegacia prestar depoimento. Até que as denúncias sejam apuradas, o professor está afastado de suas funções em sala de aula.

#330 Boletim Covid-19 | Estudo sugere que homens são quem mais transmitem Covid-19

Boletim Covid-19 – informação contra a pandemia – uma produção do curso de Jornalismo da UEPG.

Reportagem: Heryvelton Martins
Edição: Daniela Valenga
Professores responsáveis: Paula Rocha e Rafael Kondlatsch


Produção jornalística de extensão realizada à distância e inteiramente online, em respeito às normas de segurança e isolamento social.
Imprensa: A veiculação deste boletim é livre e gratuita, desde que mantida sua integridade e informados os créditos de produção.