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Desafios do Passe Livre para estudantes em Ponta Grossa é realidade

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Exigências burocráticas e restrições prejudicam o acesso dos alunos ao benefício garantido por lei

O transporte coletivo é um direito social, assegurado pelas Leis Municipais Ordinárias 7018/2002 e 12071/2015. A primeira lei trata sobre a prestação de serviços públicos municipais de transporte coletivo reservado a grupos específicos da população como crianças de até 6 anos, pessoas com 65 anos de idade ou superior, gestantes, pessoas com deficiência física, mental ou motora e agentes de segurança.

Transporte coletivo é um direito social para todos

A segunda lei é voltada aos estudantes da cidade e autoriza o poder executivo a adquirir créditos do transporte coletivo e doá-los aos alunos do município, através da lei do Passe Livre. Tem direito ao passe, estudantes do ensino fundamental, ensino médio de escola pública e de escolas particulares com bolsa integral de estudos. Assim como estudantes do ensino superior público e bolsistas de ensino superior privado com cem por cento de bolsa, ou com financiamento de programa governamental ou ainda da própria instituição. 

Apesar de ser um direito garantido, estudantes do ensino superior encontram dificuldades para adquirir o benefício do Passe Livre. Isso acontece devido às exigências que o Departamento de Transporte impõe por meio da Viação dos Campos Gerais (VCG), empresa de transportes da cidade. Para os alunos e as alunas das duas instituições públicas sediadas no município -Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), é exigido: comprovante de matrícula, comprovante de residência atualizado, RG e CPF do estudante e dos pais em cópia e original, extrato que conste as disciplinas está matriculado e em quais dias e horários. Mas o que tem dificultado o acesso ao benefício é a exigência da folha de resumo do cadastro único (CadÚnico).

Conforme a Secretaria Especial de Desenvolvimento Social do Ministério da Cidadania, o cadastro único é concedido a famílias em situação de pobreza e extrema pobreza. Através do cadastro são colhidas informações da população e são utilizadas pelo Governo Federal, pelos Estados e pelos municípios para a concessão de benefícios sociais, como é o caso do passe livre. 

Mas para que uma pessoa consiga esse cadastro, deve ter paciência e tempo, pois é um processo demorado e burocrático,  muita gente está aguardando pelo benefício. Fato que se comprovou no ano passado, quando os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), local onde é feito os cadastros, realizaram pela cidade mutirões para atender a solicitação de novos cadastros e também atualizações. Porém, foi recorrente a insatisfação da população com o serviço, houve relatos da população sobre enormes filas e senhas que encerram logo nas primeiras horas de atendimento.  

Perante essa situação, alunos do ensino superior público estão carecendo de seus direitos. É o caso da estudante de Licenciatura em Ciências Biológicas da UEPG, Maria Luiza Mendes, que utilizou o passe livre durante o período do Ensino Fundamental até o Ensino Médio, por mais de 5 anos. Porém, perdeu o benefício a partir do momento que ingressou na universidade. 

De acordo com Maria, a perda do benefício se deu após a atendente da VCG  alegar  de que a acadêmica já estava apta a trabalhar pois estudava no período da noite.“ O passe livre para mim é fundamental por conta dos custos. É muito difícil arrumar um serviço que dê certo com os horários em que estudo.” A estudante ressalta a importância do passe livre para os alunos, pois a maioria não tem emprego fixo e acaba dificultando a ida até a faculdade. Devido a esse impasse, Maria está utilizando a meia passagem, assim como tantos outros estudantes.

A caloura do curso de Direito da UEPG  Maria Carolina Machado conta que mesmo utilizando a meia passagem diariamente e pagando metade do valor, o processo para adquirir o benefício foi demorado. “Para conseguir a meia passagem foi muito burocrático. Precisa de comprovante de residência, grade de horário das aulas da faculdade e documentos pessoais, além da demora de ficar pronto depois de tudo aprovado,” relembra.

Outra dificuldade enfrentada é que tanto o passe livre quanto a meia passagem é limitada, podendo ser utilizados somente durante o horário de aula que consta na grade curricular exigida para elaboração do cartão. Ademais, somente é liberado a utilização de determinadas linhas de ônibus, aquelas que constam no trajeto da ida para a faculdade e da volta para a casa. Essas limitações dificultam o rendimento acadêmico pois é comum que estudantes precisem se deslocar para outras localidades da cidade para a realização de atividades impostas pelos cursos. 

Maria Carolina relembra de um fato que aconteceu com ela ainda quando frequentava o ensino médio em 2019. A estudante precisou se deslocar até um bairro que não era o habitual na ida para a escola e nem na volta para casa. Esse deslocamento ocasionou um sério problema, pois seu cartão foi bloqueado quando tentou passar a catraca do ônibus. Indignada e sem entender o que havia acontecido, buscou informação em um guichê localizado em um terminal de ônibus e lhe informaram que o bloqueio aconteceu devido ao desvio de rota que havia sido programado para ela no momento da elaboração do cartão.

Mesmo com essa informação, a estudante ainda ficou confusa sobre o ocorrido pois a atendente do guichê afirmou que o bloqueio é incerto, podendo ocorrer algumas vezes e outras não. Após essa situação, Maria nunca mais utilizou o cartão do passe livre fora da sua rota casa-faculdade.

Por: Camila Souza

De dentro do armário para os palcos: A história de Aleff Francisco um dos fundadores do grupo de drag queens Jambalaya

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Aleff Cristian Francisco, 28 anos, é um dos fundadores do grupo de drag queens Jambalaya. A sua drag Humakik é uma mulher forte, poderosa e divertida. Aleff conta confiante como foi sua trajetória  sendo um homossexual de gênero fluido e  todos os desafios que passou desde sua infância.  Desde pequeno, ele sentiu o peso do preconceito de sua família em relação à sua sexualidade. Esse preconceito, mesmo que de forma velada, foi intensificado pela religião católica que sua família segue. “Por sermos uma família católica existia toda uma pressão e isso me aprisionou. Eu nunca fui diferente de quem eu sou, mas não tocava no assunto e não tinha essa liberdade de falar sobre as minhas experiências, minhas frustrações, medos e curiosidades”, desabafa.

Allef é um ativista do movimento LGBTI que ajuda jovens a criarem essa independência emocional

Ainda quando criança, Allef Francisco relata que não teve com quem conversar a respeito da descoberta de sua sexualidade. Isso fez com que buscasse informações em veículos errados, o que acabou dificultando a sua própria descoberta pessoal. Aos 20 anos ele contou para a família. “Além do peso que me saiu por não sentir que eu escondia alguma coisa, eu fui de certa forma bem acolhido, não tive nenhum problema familiar em relação a minha sexualidade. Isso é um privilégio dentro de nossa comunidade”, destaca.

Essa trajetória, fez com que Aleff ajudasse outras pessoas a se descobrirem “Me despertou a vontade de falar mais sobre o assunto e tentar ajudar e inspirar outras pessoas a se libertarem e criarem essa independência emocional, sem o peso de ser uma vergonha ou carregar isso como um problema”. Ele foi um dos fundadores do Jambalaya, grupo de drag queens que tem como princípio acolher todos aqueles que buscam ajuda. Também participou da comissão organizadora da Parada Cultural LGBTQIA+ dos Campos Gerais durante dois anos e meio. 

Para Aleff,  as pessoas da comunidade LGBTI+ carregam desde crianças o medo do preconceito da sociedade enraizado dentro de si. Contudo explica que este medo pode ser combatido, principalmente por meio da educação. “O preconceito é algo ensinado, então se conscientizarmos a nova geração ela não gerará mais preconceito”.

Por: Ester Roloff com edição de Alex Dolgan

Ponta Grossa avança nos direitos e garantias da Comunidade LGBTI+

No mês do Orgulho, eventos são realizados em Ponta Grossa promovendo debates, arte e a visibilidade das lutas pelos direitos LGBTI+ 

         Por: Alex Dolgan e Camila Souza

No mês do Orgulho LGBTI+, a cidade de Ponta Grossa avançou no debate e no reconhecimento dos direitos da comunidade. A cidade contou com eventos que promoveram a arte e a cultura do movimento LGBTI, visibilidade para a diversidade e debates acerca dos direitos dos LGBTI, destacando a luta pela garantia desses direitos. Os eventos foram o Cine Debates com a exibição do documentário “Falas de Orgulho”, apresentação de drag queens com o “Show Holofotes” e outros eventos dos movimentos sociais.  

A advogada e presidente do Conselho Municipal dos Direitos LGBTI de Ponta Grossa (CMLGBT), Thaís Boamorte, acredita que a inserção da causa em políticas públicas tem feito a diferença, trazendo resultados positivos. “A nossa cidade é extremamente conservadora, porém também é visionária em outro aspectos. Ponta Grossa foi a primeira cidade a ter um conselho municipal voltado à temática LGBT. E também a primeira a ter uma comissão da diversidade sexual de gênero da OAB”. Essas iniciativas são importantes para promover a inclusão e garantir a representatividade da comunidade LGBTi+.

Para Guilherme Portela, ativista do movimento LGBTI+, existe a necessidade de reinventar o mês do orgulho, abraçando as novas lutas e demandas do movimento LGBTI+. Ele ressalta que os corpos devem ser livres para construírem suas vidas, sem serem tratados como algo escondido, criminoso ou patológico, mas sim com amor e acolhimento.  “Antes esses momentos eram calados e escondidos, agora as lutas passadas são essenciais para termos eventos como estes sem repressão, sem precisar ficar escondidos”, afirma o ativista. Portela enfatiza que eventos como os realizados em Ponta Grossa são essenciais para dar visibilidade e fortalecer a comunidade.

Uma das iniciativas foi o evento “Cine Debate”, promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Ponta Grossa. O documentário “Falas de Orgulho” foi exibido, seguido de um debate sobre a representatividade dos corpos LGBTI e suas lutas por respeito. No dia 28, em comemoração ao Dia do Orgulho, um espetáculo de drag queens intitulado “Holofotes” foi realizado no Centro de Cultura de Ponta Grossa. Com todos os ingressos vendidos, as arrecadações obtidas com o evento foram destinadas aos cachês das performers, valorizando a arte drag. Além disso, foi disponibilizado um ônibus gratuito para levar os moradores de Ponta Grossa à 6ª Marcha Pela Diversidade, que ocorreu em Curitiba no dia 25.

A noite do Show Holofotes também serviu como uma oportunidade de informação para quem estava lá. Neste evento foi lançada uma cartilha desenvolvida pelo conselho. A cartilha, entregue pelo conselho, tem o objetivo de desmistificar conceitos e fornecer informações para as pessoas sobre a comunidade LGBTI+. A presidente do conselho ressalta que a conscientização é essencial para combater a LGBTfobia.

Layla Barbosa, uma mulher lésbica, compartilhou sua visão sobre o orgulho. Para ela, o orgulho vai além das siglas e representa a liberdade de ser quem se é e amar quem se deseja. “Ter orgulho é ser. Esse ser é o reconhecimento para além de uma sigla, é pelo o que eu amo e pelo o que eu faço. Esse é meu orgulho”. Ela acredita que eventos como os realizados em Ponta Grossa são fundamentais para que as pessoas possam compreender que o preconceito mata e que o amor está presente em todas as formas de identidade.

LGBTfobia em Ponta Grossa

Mesmo que com legislação e políticas públicas que prezam pela igualdade e o respeito à diversidade, a LGBTfobia ainda se mostra como um desafio a ser superado. No ano de 2022, Ponta Grossa ficou em quarto lugar entre as cidades do Paraná com o maior número de denúncias de LGBTfobia por habitantes. A cidade registrou 56 casos no período de janeiro a novembro de 2022, o que equivale a 0,15 por mil habitantes. No entanto, é importante destacar que nem todas as agressões à comunidade LGBTI+ são registradas oficialmente.

Dados divulgados via e-mail pelo Centro de Análise, Planejamento e Estatísticas da Secretaria de Estado da Segurança Pública do Paraná (Sesp-PR) mostram que, em 2022, o número de ocorrências envolvendo homofobia e transfobia caiu no estado. Em 2021, foram registradas 1.560 ocorrências no total. No período de janeiro a novembro de 2022, o número decresceu para 1.382. Entretanto os números podem não corresponder com a realidade da violência LGBTI+ na cidade como destaca Thaís Boamorte, “A violência deve ser maior do que mostram os números. Dependemos dos critérios da Sesp para registar esses boletins, dessa forma, existe uma alta subnotificação mesmo que a LGBTfobia seja equiparada ao crime de racismo”.

Como denunciar? 

É importante que as vítimas de LGBTfobia saibam como denunciar. A ocorrência pode ser realizada em qualquer delegacia, não sendo necessário ser uma delegacia específica de crimes de LGBTfobia. Quando os crimes são cometidos com o uso da internet, é possível fazer a denúncia no site SaferNet, sendo necessário que a vítima salve as mensagens para comprovar o crime. Casos envolvendo mulheres travestis, transexuais e intersexo podem ser atendidos nas delegacias especializadas de atendimento à mulher.

As denúncias também podem ser realizadas pelo Disque 100, especificamente na Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos. No caso de mulheres LBTI, a denúncia pode ser feita pelo Disque 180, recorrendo à Lei Maria da Penha. Esses serviços funcionam 24 horas por dia, nos sete dias da semana, incluindo feriados, e a ligação é gratuita. 

                 Imagens: Alex Dolgan

Mês do Orgulho: Celebrando a Diversidade no Show Holofotes

Legislação prevê proteção para crianças e adolescentes contra a exploração e violência sexual

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Ainda assim, é necessário conscientização acerca do tema

A Lei 9970/2000 decretou o 18 de maio como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes. A escolha é devido ao assassinato de Araceli Crespo, de apenas oito anos, após ser drogada e estuprada por jovens de classe média alta na capital capixaba em 18 de maio de 1973. Este crime continua impune.

De acordo com a Lei 13431/2017, a violência sexual compreende condutas que causem constrangimento e obrigue a criança ou o adolescente a praticar ou presenciar conjunção carnal, atos libidinosos, exposição do corpo de forma presencial ou meio eletrônico ou qualquer outro tipo de violência sexual.

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) contém os artigos 130 e 240 que pretendem, respectivamente, proteger crianças, e adolescentes de abusos sexuais dentro de casa, os afastando de seu agressor, e proibir produção e exibição de materiais com cena de sexo explícito ou pornográfico. A professora do curso de Serviço Social da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Cleide Lavoratti, relata a importância dessas conquistas e a necessidade de uma mudança cultural na sociedade. “São conquistas históricas em relação a todo um aparato legal que visa proteger crianças e adolescentes. No entanto, para além da legislação, nós precisamos de uma mudança cultural, para que eles sejam integralmente protegidos e vistos como sujeitos de direitos que devem ser garantidos pela família e pelo Estado”, comenta Cleide.

A Constituição prevê as leis: Joana Maranhão (12.650/2012) que determina que o prazo da prescrição do abuso sexual de crianças e adolescentes comece a contar a partir dos dezoito anos; Menino Bernardo (13.010/2014) que estabelece o direito de uma educação sem castigos físicos e tratamento cruel; Lei 13.811/2019 que proíbe o casamento de menores de dezesseis anos; e Henry Borel (14.344/22) que considera o homicídio contra menor de quatorze anos um tipo qualificado.

Segundo a psicóloga do Núcleo de Proteção da Criança e do Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria) Simone Samson, uma forma de prevenção contra a violência sexual infantil  é o adulto respeitar o corpo dos menores de dezesseis anos por meio de suas respectivas atitudes e eles entenderem que tem o poder de dizer “não”. “A responsabilidade não pode recair exclusivamente sobre a criança [e o adolescente]. O adulto precisa perceber e observar reações que demonstram algum tipo de desconforto”, diz Simone.

Em Ponta Grossa, a notificação de violência contra crianças e adolescentes pode ser feita no NUCRIA (Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolecente Vítimas de Crimes) pelo telefone (42) 3225-3856; pelo Ministério Público, pelas Polícias Civil e Militar, pelo Disque Direitos Humanos 100 e pelos Conselhos Tutelares por meio do telefone (42) 3220-1065. Cada um possui um ramal: O do Norte é 2060 ou 2061, o do Leste é 2293 ou 2294 e o do Oeste é 2062 ou 2063. A divisão territorial define quais bairros e vilas são de competência de cada Conselho Tutelar. Para saber a relação, clique aqui.

Por: Gabriela Oliveira

 

Construindo um futuro sustentável juntos!

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Quer conhecer mais sobre o projeto   “A Educação Ambiental atuando para preservar Casa Comum”? A catequista da Paróquia Nossa Senhora do Pilar na vila Palmeirinha, Emanuele Mendes Bricalio explica como funciona o projeto de educação ambiental promovido pela Cáritas Diocesana de Ponta Grossa. 🌿📚

As mudanças começam pela educação, conscientização e ações práticas. O objetivo é inspirar, educar e envolver os jovens catequizandos da comunidade para proteger e preservar o meio ambiente. 🌱

Assista a produção de Alex Dolgan para entender mais sobre o projeto. 

Estudantes da UEPG falam sobre a importância das políticas de cotas

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As políticas de cotas são um direito garantido por lei, que deve ser utilizado e acima de tudo, respeitadas!

A Lei de Cotas entrou em vigor em 29 de agosto de 2012, a qual reserva no mínimo 50% das vagas das Instituições de Ensino Superior para estudantes de escolas públicas. Com isso, garante que as vagas sejam preenchidas por candidatos autodeclarados pretos, pardos, indígenas e pessoas com deficiência. Mesmo com uma década de existência, o conhecimento desse direito não chega a todos amplamente.

Confira a produção de Leriany Barbosa e Valéria Laroca sobre os relatos de estudantes da UEPG da importância das políticas de cotas no acesso às universidade públicas. Um direito adquirido que deve ser reconhecido.

Você sabe como funciona a política de cotas nas universidades?

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Confira neste vídeo como as políticas de cotas funcionam, a partir do percentual de vagas para cada tipo de candidato ou candidata na UEPG.

Publicação feita por Catharina Iavorski, Leriany Barbosa e Valeria Laroca, em parceria com a Pró-Reitora de Assuntos Estudantis da Universidade Estadual de Ponta Grossa – PRAE/UEPG

Conjunto de ações direcionadas às escolas prevêem policiais dentro de colégios e instalação de câmeras de monitoramento

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Foi divulgado em 13 de abril pelo governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Júnior, um conjunto de ações direcionadas às escolas estaduais. Dentre as ações, inserir policiais dentro de colégios e também instalação de câmeras de monitoramento.

O presidente da APP Sindicato- Ponta Grossa, Tércio Alves, afirma que o movimento sindical é contra a presença de policiais dentro das escolas, pois para ele, o problema não está dentro das escolas, mas sim no entorno dela. 

Já para a professora Maria Antonia Marçal, o policiamento não é a solução ideal. Para ela, há agentes dentro das escolas que devem ser combatidos como  situações de violência e bullying. É através de um acolhimento e atendimento psicológico que é possível prevenir que haja incidentes futuros que possam afetar a sociedade e colocar em risco a comunidade escolar. 

Reportagem: Camila Souza e Ester Roloff

Produção e edição: Camila Souza

Vinheta: Maria Thereza Mello