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#249 Boletim Covid-19 | Uma escola de PG está fechada por casos de Covid-19 entre funcionários

 

Boletim Covid-19 – informação contra a pandemia – uma produção do curso de Jornalismo da UEPG.

 

 

Reportagem: Diego Chila
Edição: Daniela Valenga
Professores responsáveis: Paula Rocha e Rafael Kondlatsch

Produção jornalística de extensão realizada à distância e inteiramente online, em respeito às normas de segurança e isolamento social.
Imprensa: A veiculação deste boletim é livre e gratuita, desde que mantida sua integridade e informados os créditos de produção.

 

 

Especial Mulheres na Política | Mulher e política: os afrontes do patriarcado e o machismo institucional

Neste ano, duas vereadoras sofreram afrontes dentro da Câmara Municipal de Ponta Grossa ao usarem a tribuna

 

Mesmo na segunda década do século XXI, o patriarcado e o machismo institucionalizado são barreiras duras que as mulheres enfrentam no campo da política. Insultos e desrespeitos são discursos destinados às mulheres em meio a um sistema social marcado por preconceitos no Brasil.

A historiadora Michele Rotta, professora do Colégio Estadual Professora Linda Salamuni Bacila em Ponta Grossa, considera que o tratamento discriminatório para as mulheres tem origem histórica. “São as heranças históricas da sociedade forjadas a partir do praticado. O homem e o homem rico decidiam sobre o futuro da sociedade brasileira. Essas marcas não se diluem tão rápido”, analisa. Ela observa ainda que, em um contexto mais recente, é o machismo estrutural que está permeado nas relações familiares e no trabalho. “O machismo é uma ideia colocada em prática que não está só nos homens, está nos homens e também nas mulheres porque isso está constituído na sociedade”.

Os desafios para as mulheres eleitas para um cargo público permanecem após as eleições. Segundo a professora Camilla Tavares, do curso de Jornalismo e do Mestrado em Comunicação da Universidade Federal do Maranhão, há um processo de construção de estereótipos que precisa ser enfrentado. “As mulheres, depois de atravessarem todas essas barreiras e serem eleitas, encontram outras questões que fazem com que a mulher não seja vista como um ser que pertence a essa classe política. Ela é vista através de estereótipos de pessoa que cuida, de fragilidade, que não pertence de fato a esse lugar”.

Durante a sessão da CPI da Pandemia realizada em 5 de maio, senadores governistas discutiram devido ao fato do presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), permitir que a bancada feminina questionasse o ex-ministro da saúde Nelson Teich antes dos senadores titulares da comissão. Dentro os 11 membros, nenhuma é mulher, o que não impede que as senadoras questionassem os depoentes da CPI.

Por não aceitar que a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) da bancada feminina falasse antes dos demais integrantes, o senador Ciro Nogueira disse: “Não ficou definido em momento nenhum. Ninguém respeita mais as mulheres do que o meu partido. Agora, se foi um erro das lideranças não indicar as mulheres, a culpa não é nossa”.

Outro caso de diminuir a mulher ocorreu na Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP). No final de dezembro do ano passado, a deputada estadual Isa Penna (Psol) foi assediada pelo deputado Fernando Cury (expulso do Cidadania) durante uma sessão de orçamento para o estado de São Paulo na ALESP.

A deputada Isa Penna estava de costas para os demais deputados conversando com o presidente da Assembleia. Fernando Cury chegou por trás da deputada apalpando os seios. A reação da deputada foi afastar o braço de Fernando. Atualmente o deputado está afastado do seu cargo sem direito a salário.

 A professora de Sociologia Soraya Pink, do Colégio Estadual Padre Arnaldo Jansen em São José dos Pinhais, explica que essa situação também é um assédio moral. “Esse caso de São Paulo é muito mais que um assédio, é uma coação, um assédio moral. Eu sou homem, eu sou maior. Existe essa idéia de que o homem é superior. Por causa disso temos a cota de 30% para mulheres para tentar diminuir essa desigualdade política”.

Luta e sororidade

No dia sete de abril, a vereadora Joce Canto (PSC) usou da Tribuna da Câmara para falar sobre o valor a ser pago do vale-mercado em Ponta Grossa em debate da sessão. Na sequência, o vereador Daniel Milla (PSD) usou o adjetivo “descontrolada” para se referir à fala da parlamentar. Joce Canto descreve a situação como desmerecimento e diz que nenhuma mulher pode se calar. “Vejo isso como uma forma de desmerecimento de uma parlamentar eleita democraticamente. Todos têm direito a ter voz. Nós mulheres temos uma luta ainda maior para podermos ser ouvidas, tivemos a luta para votar e ser votadas”. Para ela, quando uma mulher levanta a voz, isso soa como um descontrole e desrespeito. “Estamos aqui para lutar pelo nosso direito de ter voz em qualquer tom. Mulher pode tudo, menos se calar”, ressalta.

A vereadora Josi do Coletivo do Psol usou de seu discurso para defender a parlamentar. “Desde o nascimento nós somos tolhidas e quando cresce, ela é histérica, é descontrolada, precisa de remédio controlado. Se a Joce Canto, se eu, se a Missionária Adriana falamos com energia, não podemos ser chamadas de descontroladas, de histéricas. A mulher pode falar com energia sim”, defende Josi.

 

 

Em relação ao discurso, Daniel Milla (PSD), presidente da Câmara de Vereadores, disse que iria denunciar a parlamentar na Corregedoria da Câmara, alegando que o discurso contra o machismo institucionalizado seria voltado a ele.

A professora Camilla Tavares explica que essas situações ocorrem devido à presença cada vez maior das mulheres em espaços públicos. “Estamos tendo uma mudança em um espaço majoritariamente masculino, agora tem mulheres ocupando esses espaços. Estão os homens tem seu espaço tensionado por outras pessoas que representam outros grupos”, explica.

De acordo com a professora, os embates chamam a atenção para as dificuldades que se colocam para as mulheres. “A sociedade é machista, a sociedade é patriarcal porque não enxerga a mulher como um ser político num espaço público. É uma dificuldade que enfrentamos, mas que estamos avançando aos poucos”, analisa.

A vereadora Missionária Adriana (SD) foi procurada para relatar sua experiência como parlamentar na Câmara Municipal de Ponta Grossa, mas não deu retorno até o fechamento desta reportagem.

 

 

#248 Boletim Covid-19 | Vestibular Indígena do Paraná teve 40 candidatos para a UEPG

 

Boletim Covid-19 – informação contra a pandemia – uma produção do curso de Jornalismo da UEPG.

 

 

Reportagem: Heryvelton Martins.
Edição: Reinaldo Dos Santos.
Professores responsáveis: Karina Woitowicz e Paula Rocha.

Produção jornalística de extensão realizada à distância e inteiramente online, em respeito às normas de segurança e isolamento social.
Imprensa: A veiculação deste boletim é livre e gratuita, desde que mantida sua integridade e informados os créditos de produção.

#247 Boletim Covid-19 | Paraná é o sétimo estado com mais vacinados contra Covid-19

 

Boletim Covid-19 – informação contra a pandemia – uma produção do curso de Jornalismo da UEPG.

 

 

Reportagem: Vinicius Sampaio
Edição: Maria Eduarda Eurich
Professores responsáveis: Cíntia Xavier e Muriel Amaral

Produção jornalística de extensão realizada à distância e inteiramente online, em respeito às normas de segurança e isolamento social.
Imprensa: A veiculação deste boletim é livre e gratuita, desde que mantida sua integridade e informados os créditos de produção.

#246 Boletim Covid-19 | Ponta Grossa ultrapassa 40 mil casos de covid

 

Boletim Covid-19 – informação contra a pandemia – uma produção do curso de Jornalismo da UEPG.

 

 

Reportagem: Amanda Martins e Mariana Gonçalves
Edição: Eder Carlos
Professores responsáveis: Cíntia Xavier e Karina Woitowicz

Produção jornalística de extensão realizada à distância e inteiramente online, em respeito às normas de segurança e isolamento social.
Imprensa: A veiculação deste boletim é livre e gratuita, desde que mantida sua integridade e informados os créditos de produção.

#245 Boletim Covid-19 | Estudantes do 2º e 3º anos de Odontologia ainda não foram vacinados

 

Boletim Covid-19 – informação contra a pandemia – uma produção do curso de Jornalismo da UEPG.

 

 

Reportagem: Vinícius Sampaio
Edição: Daniela Valenga
Professores responsáveis: Karina Woitowicz e Rafael Kondlatsch

Produção jornalística de extensão realizada à distância e inteiramente online, em respeito às normas de segurança e isolamento social.
Imprensa: A veiculação deste boletim é livre e gratuita, desde que mantida sua integridade e informados os créditos de produção.

#244 Boletim Covid-19 | Prefeitura de Irati recomenda medicamentos sem comprovação científica

 

Boletim Covid-19 – informação contra a pandemia – uma produção do curso de Jornalismo da UEPG.

 

 

Reportagem: Amanda Martins e Daniela Valenga.
Edição: Amanda Martins.
Professores responsáveis: Cintia Xavier e Paula Rocha.

Produção jornalística de extensão realizada à distância e inteiramente online, em respeito às normas de segurança e isolamento social.
Imprensa: A veiculação deste boletim é livre e gratuita, desde que mantida sua integridade e informados os créditos de produção.

Especial Mulheres na Política | Mulher e política: a desigualdade em Ponta Grossa

Desde 1885, somente 13 vereadoras foram eleitas para a Câmara Municipal de Ponta Grossa

Historicamente, assim como no Brasil, Ponta Grossa apresenta desigualdade de gênero dentro da política. Desde 1885, somente 13 vereadoras foram eleitas para a Câmara Municipal de Ponta Grossa e três assumiram o cargo de outros vereadores.

O cenário dentro das Comissões Parlamentares, contido, apresenta uma maior igualdade de gênero. Das sete comissões, quatro tem representatividade feminina, o que representa 57%. As comissões de Direitos Humanos, Cidadania e Segurança e Agricultura, Pecuária, Indústria, Comércio, Turismo e Meio Ambiente são presididas por mulheres. A Comissão de Educação, Cultura e Esporte é a única com maioria feminina, das três cadeiras, apenas uma é ocupada por homem.

 

 

A professora do curso de Jornalismo e do Mestrado em Comunicação da Universidade Federal do Maranhão, Camilla Tavares, descreve que essa disparidade ocorre devido à relação das mulheres com o espaço doméstico. “Temos uma dificuldade de as mulheres entrarem na vida pública, porque enfrentam diversos entraves tanto sociais quanto institucionais. A mulher ainda é vista como responsável do lar, como a principal responsável pela criação dos filhos, enquanto que o homem é visto como provedor e que no máximo ajuda dentro de casa”. Para a pesquisadora, outro entrave seriam os próprios partidos que limitam a participação da mulher, destinam menos recursos para as candidaturas e isso dificulta as condições de disputa eleitoral.

Uma história: vereadoras ponta-grossenses

A primeira vereadora foi eleita na cidade em 1951. Cândida Braz foi vereadora pelo PTB. Em entrevista para o site Maria Pauteira, que produziu uma série de reportagens sobre as mulheres na política em Ponta Grossa, a família conta que, na Tribuna da Câmara Municipal, Cândida disse: “Tem muita gente aqui me metendo o pau por trás, quero ver ter a coragem de me meter o pau pela frente”.

Eleita vereadora em 1988, Sandra Queiroz defendeu políticas agrárias. Se definia como conservadora e era uma das poucas na cidade a ter acesso às Colônias Russas de Ponta Grossa. Muitas vezes, as mulheres das colônias eram frequentemente vistas na Câmara e atendidas pela vereadora. Sua família também tem carreira política. Otto Cunha (ex-prefeito e deputado federal) e Plauto Miró (deputado estadual) são primos da ex-vereadora.

Nassina Salum assumiu o cargo de vereadora em 1993. Defendeu políticas no âmbito empresarial, clubes beneficentes e filantropia. A vereadora foi popular na cidade por atuar como comunicadora nas rádios e na televisão. No mesmo ano, Caludete Dallabona também foi eleita vereadora e liderava pelas necessidades das comunidades.

Ortência Rosa foi vereadora em 1997 na cidade. Sem apoio financeiro, a campanha ocorreu de forma a se apresentar de pessoa por pessoa. Em seu mandato lutou pelos movimentos sociais e pelos pobres da cidade.

Selma Schons foi eleita vereadora no mesmo ano pelo Partido dos Trabalhadores. Sua pauta foi pela criação de políticas de conservação do meio ambiente. Selma também foi a primeira mulher de Ponta Grossa a assumir uma cadeira na Câmara dos Deputados. Defendeu pautas ambientais, de direitos indígenas e das mulheres.

Em 2003, Alina de Almeida assumiu o cargo. Selma é reeleita em 2004 e 2008 para vereadora na cidade. É a única mulher na história de Ponta Grossa que atuou por 10 anos na Câmara. A ex-vereadora criou a lei de obrigatoriedade do diploma para trabalhar como jornalista ou assessor de imprensa nos Poderes Executivo e Legislativo. Também criou leis dedicadas à saúde de crianças e à inclusão social.

Ana Maria Holleben, eleita em 2005, 2009 e 2013 vem de família já conhecida na política. Avôs, pai e primo foram deputados federal, vereador, prefeito e deputado estadual. Lutou por causas sociais e teve proximidade com movimentos sociais. Holleben não compareceu no dia da posse em seu terceiro mandato. O caso ganhou repercussão nacional quando se descobriu que se tratava de um auto sequestro. A então vereadora foi expulsa do Partido dos Trabalhadores e, antes da cassação de seu mandato, renunciou ao cargo.

Com a renúncia de Ana Maria Helleben, a vereadora Adélia Souza foi a única mulher na Câmara de Vereadores. Dedicava-se às bandeiras da saúde. Criou a lei de ações preventivas relacionadas ao Outubro Rosa e ao Novembro Azul. 

No ano de 2017, a única mulher eleita vereadora foi a Profª Roseli Aparecida Mendes. Decepcionada com os parlamentares da Câmara devido à desunião e por criação de projetos de repertório negativo, Roseli não tentou reeleição.

A primeira vereadora assumidamente LGBT a ocupar uma cadeira dentro da Câmara foi Francielle Stepenovski. Conhecida como Leli, assumiu por um mês o lugar de Walter José de Souza (Valtão – PRTB), que se afastou do cargo por motivos de saúde.

Atualmente, a Câmara Municipal possui três vereadoras: Josieane Kieras do Mandato Coletivo do Psol (composto por mais três co-vereadores: Ana Paula Melo, Guilherme Mazer e José Luiz Stefaniak), Joce Canto (PSC) e Missionária Adriana Jamier (SD).

 

#243 Boletim Covid-19 | Tapete e processão de Corpus Christi estão suspensos

 

Boletim Covid-19 – informação contra a pandemia – uma produção do curso de Jornalismo da UEPG.

 

 

Reportagem: Kadu Mendes.
Edição: Reinaldo dos Santos .
Professores responsáveis: Marcelo Bronosky e Paula Rocha.

Produção jornalística de extensão realizada à distância e inteiramente online, em respeito às normas de segurança e isolamento social.
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#242 Boletim Covid-19 | Prefeitura de PG aumenta valor de multas relacionadas à Covid-19

 

Boletim Covid-19 – informação contra a pandemia – uma produção do curso de Jornalismo da UEPG.

 

 

Reportagem: Victória Sellares
Edição: Daniela Valenga
Professores responsáveis: Cíntia Xavier e Muriel Amaral

Produção jornalística de extensão realizada à distância e inteiramente online, em respeito às normas de segurança e isolamento social.
Imprensa: A veiculação deste boletim é livre e gratuita, desde que mantida sua integridade e informados os créditos de produção.