Boletim Covid-19 – informação contra a pandemia – uma produção do curso de Jornalismo da UEPG.
Reportagem: Heryvelton Martins Edição: Eder Carlos Professores responsáveis: Karina Wotiowicz e Marcelo Bronosky
Produção jornalística de extensão realizada à distância e inteiramente online, em respeito às normas de segurança e isolamento social.
Imprensa: A veiculação deste boletim é livre e gratuita, desde que mantida sua integridade e informados os créditos de produção.
Boletim Covid-19 – informação contra a pandemia – uma produção do curso de Jornalismo da UEPG.
Reportagem: Heryvelton Martins Edição: Maria Eduarda Eurich Professores responsáveis: Karina Wotiowicz e Rafael Kondlatsch
Produção jornalística de extensão realizada à distância e inteiramente online, em respeito às normas de segurança e isolamento social.
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Boletim Covid-19 – informação contra a pandemia – uma produção do curso de Jornalismo da UEPG.
Reportagem: Vinícius Sampaio Edição: Daniela Valenga Professores responsáveis: Marcelo Bronosky e Rafael Kondlatsch
Produção jornalística de extensão realizada à distância e inteiramente online, em respeito às normas de segurança e isolamento social.
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Das 26 Comissões Parlamentares do Paraná, 11 possuem ao menos uma representante mulher
No país, de 1826 a 2020 foram eleitas 266 mulheres para a Câmara dos Deputados, o que representa 3,5% de todos os deputados já eleitos. Em 2020 somente 15% das cadeiras são ocupadas por mulheres. No senado, apenas 14% dos senadores eleitos são mulheres.
No âmbito estadual, a Assembleia Legislativa apresenta uma situação ainda pior. Dos 54 deputados, somente cinco são mulheres, 9% das cadeiras ocupadas. Das 26 Comissões Parlamentares Permanentes, somente 11 possui como suplente ao menos uma mulher. A única comissão majoritariamente feminina é a Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres, que das sete cadeiras, cinco são ocupadas por mulheres.
A historiadora Michele Rotta, professora do Colégio Estadual Professora Linda Salamuni Bacila em Ponta Grossa, explica que os direitos conquistados pelas mulheres se devem a lutas históricas. “Um ponto que devemos pensar é para quais mandatos eletivos as mulheres conseguiram participação. Isso está sempre atrelado à abertura democrática. Vejo que essa presença feminina envolve sempre um alargamento dos direitos democráticos, seja no sentido institucional por meio das constituintes ou até mesmo por meio de pressão da população civil”.
Michele ainda complementa que essa desigualdade pode ser maior se comparado com o fato de que que as mulheres são maioria na população. “Temos que começar analisando as mulheres no momento em que são vistas como sujeitos de direitos políticos ao longo desses dois séculos [dos anos 1800 a 2000]”. Para ela, a comparação entre o número de mulheres na população e o número de mulheres nos cargos legislativos tem que ser feita entre as próprias mulheres, para que se perceba o nível de participação nos cargos políticos até hoje. “Isso revela ainda mais a desigualdade se comparado com os homens, porque a população tem menos homens, mas eles são maioria nos cargos eletivos”.
A voz feminina dentro da política muitas vezes é deixada de lado ou vista como desnecessária. O preconceito sofrido por elas dentro de uma Tribuna varia da tentativa de coibição de fala a chamamentos. A deputada estadual Mabel Canto (PSC) relata um ocorrido de desrespeito que sofreu ao defender um projeto de lei destinado a benefício a mulheres. “Como em qualquer outro ambiente o fato de ser mulher nos coloca em segundo plano. Eu mesma já tive alguns embates na Assembleia e inclusive devido a um projeto de lei que beneficiaria mulheres. Na época eu tive uma discussão muito forte com o líder do governo, ele me chamou de hipócrita, então acho que o fato de ser mulher algumas vezes acaba gerando esse preconceito e essa discriminação, até porque é um ambiente predominante de homens”.
A luta por direitos das mulheres ganha espaço no Brasil e temas como aborto, maternidade, carreira e assédio têm ocupado amplo espaço de discussão na sociedade. A deputada Mabel Canto acredita que com mais mulheres na política há mais igualdade social. “A nossa demanda sempre vai ser por mais igualdade, por mais justiça para todos. Estendemos que temos competência para estar em todos os lugares na política”. Segundo a deputada, quanto mais mulheres na política, mais políticas sociais são criadas e é preciso avançar na defesa de direitos.
A professora Camilla Tavares, pesquisadora de comunicação política da Universidade Federal do Maranhão, explica que situações de desrespeito ocorrem devido à disparidade de gênero. “Sempre quando a mulher é mais assertiva, quando cobra, quando tem um posicionamento presente, ela acaba sofrendo com essas disparidades de gêneros e sendo colocada como descontrolada. Ela sofre preconceitos basicamente pela questão do gênero”.
A inserção de mulheres na política aumentou no Brasil. Em 2010 eram 45 deputadas na Câmara. No ano de 2014 o número aumentou para 51 e atualmente 76 cadeiras são ocupadas por mulheres. Ponta Grossa, pela primeira vez na história, elegeu três vereadoras e uma prefeita. Porém, além do aspecto da representatividade, é importante considerar o comprometimento com políticas de gênero.
A professora Michele Rotta considera que o aumento gradual da participação das mulheres é resultado de debates públicos. “Se pegar as últimas eleições no Brasil vemos bem o alargamento democrático, um quadro bem característico de regiões que elegeram mulheres”. Para ela, a existência de um debate mais aprofundado sobre a participação das mulheres na política se reflete nas urnas, “mas isso não diz que todas as mulheres na política são um standart da democracia”.
Mesmo a implementação da Lei 9504/1997, que indica a reserva de 30% das candidaturas dos partidos ou coligações para cada sexo no processo eleitoral, não contribui de maneira efetiva para diminuir a desigualdade de gênero. Segundo o ranking Global Gender Gap Report (Diferenças Globais entre Gênero), do Fórum Mundial de Economia, o Brasil em 2021 ficou no 89º lugar entre os países no que se refere à equidade de gênero.
Boletim Covid-19 – informação contra a pandemia – uma produção do curso de Jornalismo da UEPG.
Reportagem: Amanda Martins e Daniela Valenga Edição: Daniela Valenga Professores responsáveis: Cíntia Xavier e Muriel Amaral
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Docentes do Departamento de Jornalismo e do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa repudiam tentativa da secretária do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, de desqualificar o trabalho de jornalistas na cobertura da maior crise sanitária do país, que já resultou em mais de 450 mil mortes. Em depoimento hoje (25) a CPI da Covid, no Senado Federal, a servidora pública caiu em contradição ao afirmar que o jornalista Rodrigo Menegat teria hackeado aplicativo do Governo Federal (depois disse que o app não foi invadido), quando na verdade o profissional fez análise jornalística e embasada da ineficácia da suposta medida de informação oficial sobre a pandemia.
O corpo docente desta instituição pública estadual, preocupado com a formação e qualificação de jornalistas, entende que a citação nominal, duvidosa e descabida configura ataque à categoria profissional e à atividade jornalística assegurada pela Constituição, confirmando subterfúgios diversos do expediente que quadros técnicos e políticos do Governo Federal têm apresentado ao senadores como forma de não prestar contas à sociedade sobre o real papel de agentes públicos no agravamento da crise sanitária.
Ao contrário do que insinua a secretária, até então conhecida pela defesa irrestrita de medicamentos não recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e sem comprovada eficácia contra a Covid-19, cabe ao jornalismo apurar e denunciar essas e outras contradições que contribuam para uma sociedade melhor informada, capaz de maior fiscalização de eventuais desmandos que culminaram numa situação de tal gravidade a que chegou o país.
Boletim Covid-19 – informação contra a pandemia – uma produção do curso de Jornalismo da UEPG.
Reportagem: Amanda Martins. Edição: Reinaldo dos Santos. Professores responsáveis: Marcelo Bronosky e Paula Rocha.
Produção jornalística de extensão realizada à distância e inteiramente online, em respeito às normas de segurança e isolamento social.
Imprensa: A veiculação deste boletim é livre e gratuita, desde que mantida sua integridade e informados os créditos de produção.
Boletim Covid-19 – informação contra a pandemia – uma produção do curso de Jornalismo da UEPG.
Reportagem: Daniela Valenga Edição: Eder Carlos Professores responsáveis: Karina Wotiowicz e Paula Rocha
Produção jornalística de extensão realizada à distância e inteiramente online, em respeito às normas de segurança e isolamento social.
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Entrevista por Monia Regina Damião Serafim, formada em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e defensora pública em Ponta Grossa, ao Democracia e Direitos Humanos nesta quinta-feira, 13/05, sobre o papel do Estado Brasileiro na ação da Polícia Civil na quinta-feira, 6/05, na favela de Jacarezinho, no Rio de Janeiro, que levou o assassinato de 28 pessoas, considerado, por diversas entidades representativas dos Direitos Humanos, como um extermínio, execução arbitrária por parte da Polícia. Entre as 28 pessoas assassinadas, apenas três tinha ficha com antecedentes criminais. As diversas imagens ao vivo divulgadas pela imprensa e redes sociais, num resultado de 9 horas de terror, denuncia um Estado que, ao proteger, torna-se o principal inimigo da população.
DEMOCRACIA & DIREITOS HUMANOS (D&DH) – programa de notícias jornalísticas do projeto extensão ligado à Agência de Jornalismo, do Curso de Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa, em parceria com a Rádio Comunitária Princesa (FM 87,9 e internet).
Locução e Edição: Larissa Godoi
Professores responsáveis: Hebe Gonçalves e Sérgio Gadini
Neste ano completam 133 anos a Lei Áurea no Brasil, e a romantização das mãos brancas que deram “liberdade” para negros e negras. Deve-se ressaltar e marcar bem as aspas na palavra liberdade, pois se deveria chamar pseudo liberdade. Ainda sentimos na pele, na essência e na alma os açoites de uma sociedade escravocrata, e assim, a figura do Capataz evoluiu na figura do Estado.
Ainda temos que superar a Escravidão, e parar de ver as favelas como uma Nova Senzala, pois não é somente o lugar onde negros e negras dormem após servirem em subempregos para uma elite branca, mas um lugar rico de cultura, talentos e vivências. Devemos superar também a figura do Estado como Capataz, pois o Estado deveria ser democrático e de diretos.
Porém, o Estado, principalmente no papel da policia, assassina negros e negras principalmente nas favelas e comunidades pobres, e assim vemos casos como da Ágata de 8 anos do Complexo do Alemão/RJ, como o caso de João Pedro Pinto, 14 anos, que foi alvejado dentro de casa, dos 80 tiros contra o carro de Evaldo, 51 anos, ceifando a sua vida e arriscando as vidas de familiares que acompanhavam e os 28 mortos da chacina do Jacarezinho/RJ provocada pela policia e parabenizada por aquele que ocupa a cadeira do executivo nacional. Assim, 86% de mortos em operações policiais são negros como apontou o estudo da Rede de Observatórios de Segurança Pública em 2019, no Rio de Janeiro.
Não bastava herdarmos da escravidão um vocabulário racista, como por exemplo, as palavras criado mudo (criados que ficavam calados ao lado da cama do senhor), ou a referenciação para negras, a palavra mulata (que vem de mula, um mamífero híbrido que surge do cruzamento do asno macho com a égua), tivemos como herança também o ódio e as atitudes descomedidas contra a população negra, como a sexualização, a ridicularização e o cravejamento de balas nos corpos negros. Então, qual motivo por comemorarem a data 13 de Maio, se a toda raiva do período escravocrata ainda existe?
Além disso, vivemos num tipo de apartheid, já que ainda precisamos de cotas para igualar o acesso de negros a brancos na universidade e reparar uma divida histórica que somente aumenta, ainda temos negros e negras no subemprego, presenciamos uma população carcerária negra muito grande, vivemos o desrespeito ao corpo da mulher negra e assistimos o genocídio da população afro.
Vivemos em um Brasil onde ainda impera as visões de Nina Rodrigues que tinha uma visão retrógrada e afirmava que o fim da escravidão não era a solução aos problemas econômicos da sociedade, a descrição sexualizada das negras feita por Gilberto Freyre em sua obra Casa Grande e Senzala, e a visão de senhores brancos escravistas que objetificava a população negra.
Entende-se que a data 13 de maio, através da lei áurea, libertou 700 mil escravos em 1888. Mas, não garantiu acolhimento e menos ainda ressarcimento do que essa população sofreu em nosso país. Então, pode-se dizer que a data signifique liberdade? Ou somente seria a população branca que para se livrar e apagar a culpa do período truculento escravagista criou uma lei de “liberdade” com a ideia utópica de igualdade racial? Ficam as perguntas para uma reflexão.