Home Blog Page 64

Estudantes apresentam dificuldades ao estudar para os vestibulares durante a pandemia

0

Estudantes do Ensino Médio da rede pública em Ponta Grossa encontram problemas ao se preparar para as provas de vestibulares e o Exame Nacional do Ensino Médio no modelo de ensino remoto adotado durante a pandemia da Covid19. As principais dificuldades enfrentadas são: não ter um ambiente adequado para estudar, falta de tempo, de material didático e de professores que possam tirar suas dúvidas.

O aluno do Colégio Estadual Regente Feijó, Lincoln Nascimento, comenta a ausência de respostas por parte dos professores: “Quando estou assistindo aula e fico sem entender, não tenho como tirar minhas dúvidas. Eu mal tenho retorno dos professores sobre as notas, quem dirá sobre os conteúdos”. O aluno também fala sobre não ter um local adequado para estudar em casa. “Nós alunos estamos sobrecarregados porque nossa casa não é um bom local para estudar, os meus pais me chamam para ajudar a fazer alguma coisa, não é fácil ter foco”.

Fotos: Alex Dolgan e Lincoln Nascimento

O estudante do colégio Centro Estadual de Educação Profissional de Ponta Grossa (CEEPPG), Felipe Goes, aponta falta de tempo para conciliar estudos com trabalho. “Primeiro trabalhar rouba muito tempo, chego muito cansado do estágio e ainda preciso fazer as atividades do colégio até começar a estudar perco ainda mais tempo”. Ele ainda menciona a meritocracia e a desigualdade de oportunidades no nosso país. “Isso me faz ter medo de um concorrente que não precisa trabalhar e tem muito mais tempo para dedicar-se aos estudos”

Não só os estudantes que estão cursando o ensino médio enfrentam dificuldades, os de renda baixa que já concluíram também foram atingidos. Com a pandemia, os cursinhos populares gratuitos cancelaram as aulas e a falta de dinheiro para pagar um cursinho particular impossibilitou a aprendizagem. É o caso da ex aluna do colégio Estadual Regente Feijó, Jeniffer Faustin: “Pagar um cursinho online, não se torna uma opção quando os pais não podem ajudar e fica difícil tirar dúvidas. As apostilas que utilizo para estudar foram doações de parentes”.

Boletim Covid-19 | #100 Retrospectiva: pandemia em 5 meses

Boletim Covid-19 – informação contra a pandemia – uma produção do curso de Jornalismo da UEPG.

 


Produção: Emanuelle Soares e Lucas Pereira
Edição: Daniela Valenga
Professor responsável: Rafael Schoenherr


Produção jornalística de extensão realizada à distância e inteiramente online, em respeito às normas de segurança e isolamento social.
Imprensa: A veiculação deste boletim é livre e gratuita, desde que mantida sua integridade e informados os créditos de produção.

Associação Reviver em Ponta Grossa

0

     A Associação Reviver é uma entidade sem fins lucrativos, fundada em 1995, que promove assistência aos portadores(as) do vírus HIV, serviço de convivência e fortalecimento de vínculos para crianças e adolescentes entre 06 a 16 anos, em caráter de risco e/ou vulnerabilidade social.
  Antes da pandemia, a entidade prestava assistência total aos portadores(as) do vírus HIV, como: reuniões semanais, adesão ao medicamento, ajuda psicológica, reinserção social e convívio comunitário.
     A entidade ofertava diariamente atividades diversificadas e atendimento socioassistencial aos frequentadores(as). Com a Covid-19 e apesar de todos os cuidados necessários com as pessoas em vulnerabilidade, a prefeitura municipal de Ponta Grossa reduziu o repasse dos recursos destinados à entidade em 75%, levando a Associação a realizar corte de gastos para se manter.
   Para garantir parte dos auxílios, a entidade está confeccionando máscaras e alimentos a serem vendidos à comunidade e região para a arrecadação de renda. Também recebe doações de alimentos perecíveis, material de limpeza, álcool gel e leite para a elaboração de cestas básicas destinadas às pessoas assistidas pela entidade.

Boletim Covid-19 | #99 Ponta Grossa reabre piscinas e saunas

Boletim Covid-19 – informação contra a pandemia – uma produção do curso de Jornalismo da UEPG.

 


Reportagem: Heryvelton Martins
Edição: Eder Carlos
Professores responsáveis: Karina Woitowicz e Paula Rocha


Produção jornalística de extensão realizada à distância e inteiramente online, em respeito às normas de segurança e isolamento social.
Imprensa: A veiculação deste boletim é livre e gratuita, desde que mantida sua integridade e informados os créditos de produção.a

Boletim Covid-19 | #98 Prefeitura de PG vai permitir velórios de vítimas de Covid-19

Boletim Covid-19 – informação contra a pandemia – uma produção do curso de Jornalismo da UEPG.

 

 


Repórteres: Amanda Martins de Paula e Victória Sellares
Edição: Daniela Valenga
Professores responsáveis: Karina Woitowicz e Rafael Kondlatsch


Produção jornalística de extensão realizada à distância e inteiramente online, em respeito às normas de segurança e isolamento social.
Imprensa: A veiculação deste boletim é livre e gratuita, desde que mantida sua integridade e informados os créditos de produção.

Boletim Covid-19 | #97 Em Cascavel, servidores em situação de risco continuam afastados

Boletim Covid-19 – informação contra a pandemia – uma produção do curso de Jornalismo da UEPG.

 


Reportagem: Emanuelle Salatini
Edição: Eder Carlos
Professores responsáveis: Marcelo Bronoski e Rafael Kondlatsch


Produção jornalística de extensão realizada à distância e inteiramente online, em respeito às normas de segurança e isolamento social.
Imprensa: A veiculação deste boletim é livre e gratuita, desde que mantida sua integridade e informados os créditos de produção.

Boletim Covid-19 | #96 Canal para denúncias de aglomeração é ineficaz em São Mateus do Sul

Boletim Covid-19 – informação contra a pandemia – uma produção do curso de Jornalismo da UEPG.

 


Repórter: Alexandre Douvan
Edição: Daniela Valenga
Professores responsáveis: Cíntia Xavier e Manoel Moabis

Produção jornalística de extensão realizada à distância e inteiramente online, em respeito às normas de segurança e isolamento social.
Imprensa: A veiculação deste boletim é livre e gratuita, desde que mantida sua integridade e informados os créditos de produção.

Clube Lesbos | Dia da Visibilidade Lésbica, uma iniciativa de lésbicas negras

0

Eu, Nascimento Aguiar, vulgo formigão, sapatão preto y estudante de história me incumbi que escrever o texto sobre o 29 de agosto. Porque essa data só existe pela luta feita por lésbicas negras que vieram antes de nós e não vou passar meu célebre 29 de agosto em branco. Para quem não sabe, 29 de agosto é o dia que o movimento social lésbico convoca a sociedade a ver a história, organização e intelectualidade produzida por lésbicas, para se atentar às violências perpetradas contra lésbicas e chama as lésbicas para celebrar esta visibilidade e a luta política em nome de uma transformação social que nos beneficie.

Tendo como base o texto de Jéssica Ipólito, é sabido que o I SENALE (Seminário Nacional de Lésbicas) foi realizado pelo COLERJ (Coletivo de Lésbicas do Rio de Janeiro). Ipólito destaca o nome de Neusa das Dores Pereira, lésbica negra, como fundamental para a realização desse processo. Segundo Ana Carla Lemos, o foco do I SENALE era realizar uma articulação de lésbicas dentro do Brasil e fortalecimento de lésbicas como sujeito político, visto que nossas pautas não eram foco de movimentos como o feminista e homossexual. E de acordo com Cláudia Pons Cardoso, isso também era algo invisível dentro do movimento negro, embora algumas lésbicas negras se posicionassem em relação à sua sexualidade.

O primeiro SENALE teve como eixos temáticos saúde, visibilidade e organização. Estiveram presentes mais de 100 pessoas, mas nem todas assinaram seus nomes para preservar sua identidade diante da sociedade do lésbico ódio e do racismo. Além do COLERJ a feitura do I SENALE se deu com a colaboração do Centro de Documentação Coisa de Mulher – RJ. Rosangela Castro, lésbica negra, ativista e também candomblecista, em recente mesa no evento online (A)gosto das Lésbicas: origens do orgulho e visibilidade lésbica, realizado no dia 23 de agosto de 2020 e transmitido via Facebook da página Cine Sapatão, alega categoricamente o I SENALE foi construído por lésbicas negras, que com seus corpos por si só já traziam pautas sobre lesbianidade e negritude.

Ainda sobre o I SENALE, Núbia Carla Campos indica que as organizações tinham pouca estrutura, mas contaram com pequenos apoios institucionais – tanto estado do Rio de Janeiro como da União – ou seja, não foi um encontro autogestionário. Estiveram presentes lésbicas e bissexuais de diversos estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Minas Gerais, Distrito Federal e também participantes estrangeiras. Entre as propostas apresentadas na plenária final, para encaminhar aos governos estaduais e federal, estavam, por exemplo, pautas referentes ao HIV, prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e ginecologia especializada na sexualidade lésbica. Campos ainda aponta que, neste evento, foi feita a declaração do dia 29 de agosto como dia nacional da visibilidade lésbica. Algo que a ativista Rosângela Castro sempre destaca como a primeira data de celebração do movimento lésbico. É uma data para comemorar nossa existência.

Há perguntas que podemos fazer para esse fato histórico que não temos respostas, mas essas lacunas apontam que há muito a ser feito para escrever a história lésbica das pretas. Eu, sapatão preto, futuro historiador, entendo que a história como ciência e teoria foi engendrada no seio da branquitude europeia como uma investigação que busca objetividade e neutralidade, acho estritamente necessário fazer o oposto dos patriarcas brancos, ou seja, colocar nossas subjetividades e posicionamentos na escrita da história, em especial nos poucos vestígios que temos sobre lésbicas negras porque, como bem ensinou a resistência negra da diáspora, a memória de nossas mais velhas são as raízes desse baobá.

Texto redigido por Formigão para o blog Clube Lesbos (confira o blog aqui). A imagem que ilustra  foi cedida por Marisa Fernandes.


Fontes:

A lesbianidade como resistência: a trajetória dos movimentos de lésbicas no Brasil (1979-2001) – Núbia Carla Campos

Enegrecendo o 29 de agosto: negras lésbicas na construção da visibilidade – Jéssica Ipólito

Outras falas: feminismos na perspectiva de mulheres negras brasileiras – Cláudia Pons Cardoso

Rachas ou agregações? Uma análise sobre os movimentos de lésbicas e movimentos feministas no 8º SENALE – Seminário Nacional de Lésbicas – Ana Carla da Silva Lemos

Boletim Covid-19 | #95 Motoristas de van perdem renda por conta da pandemia

Boletim Covid-19 – informação contra a pandemia – uma produção do curso de Jornalismo da UEPG.

 


Repórteres: Catharina Iavorski e Emanuelle Soares
Edição: Daniela Valenga
Professores responsáveis: Karina Woitowicz e Paula Rocha


Produção jornalística de extensão realizada à distância e inteiramente online, em respeito às normas de segurança e isolamento social.
Imprensa: A veiculação deste boletim é livre e gratuita, desde que mantida sua integridade e informados os créditos de produção.

Boletim Covid-19 | #94 Pandemia traz insegurança aos caminhoneiros

Boletim Covid-19 – informação contra a pandemia – uma produção do curso de Jornalismo da UEPG.

 

 


Repórter: Heryvelton Martins
Edição: Heryvelton Martins
Professores responsáveis: Manoel Moabis e Rafael Schoenherr


Produção jornalística de extensão realizada à distância e inteiramente online, em respeito às normas de segurança e isolamento social.
Imprensa: A veiculação deste boletim é livre e gratuita, desde que mantida sua integridade e informados os créditos de produção.