Boletim Covid-19 – informação contra a pandemia – uma produção do curso de Jornalismo da UEPG.
Reportagem: Victória Sellares Edição: Eder Carlos Professores responsáveis: Cintia Xavier e Manoel Moabis
Produção jornalística de extensão realizada à distância e inteiramente online, em respeito às normas de segurança e isolamento social. Imprensa: A veiculação deste boletim é livre e gratuita, desde que mantida sua integridade e informados os créditos de produção.
O Colégio Borell, na cidade de Ponta Grossa/PR, costumava virar notícia pelos episódios de violência na escola. Muitos adolescentes comentavam que tinham receio de estudar lá, por medo das agressões físicas. Mas em meados de 2014/2015 essa narrativa mudou. Com muito trabalho, cuidado e responsabilidade a escola foi transformada e criou vínculos de união e afeto com seus professores, servidores, alunes e responsáveis.
A escola modificou suas estruturas, estabeleceu eleições, participação democrática, engajamento e uma equipe foi escolhida para gerir a escola de forma restaurativa. O Colégio Borell, reconhecido nacionalmente como Colégio Restaurativo, se tornou um espaço de construção humana, conhecimento, lugar de pesquisa e acolhimento, que atende das necessidades de todes para garantir o bem estar e o regular desenvolvimento de seus alunes.
No entanto, na data de 18/12/2020, sumariamente, sem eleições e sem explicações, o Governo do Estado do Paraná retirou os diretores dos colégios estaduais. O Borell teve sua diretora, Claudete Albuquerque, retirada do cargo com base em números que não refletem a realidade vivenciada pelo colégio iniciando um processo de desmonte da educação no Estado do Paraná, principalmente para Ponta Grossa.
Assim, convidamos toda a comunidade pontagrossense a reivindicar esclarecimentos ao Governador do Estado por este desmonte da educação em nossa cidade e a nos juntarmos em um movimento de luta e transformação.
Era terça-feira, 3 de novembro. O mundo olhava atento para os EUA, onde milhares de pessoas iam às urnas para decidir entre o republicano Donald Trump e o democrata Joe Biden. No Brasil, as notícias circulavam entre a eleição americana, o velório de Tom Veiga – intérprete do personagem Louro José – e a primeira etapa das operações do PIX, um novo sistema de pagamento eletrônico.
Mas nos sites de notícias e nas emissoras de rádio e TV não era possível encontrar reportagens sobre o caos instalado no extremo norte do país: o início de um apagão no Amapá.
A crise no sistema de fornecimento de energia elétrica no estado durou mais de 20 dias e – até o fim da primeira semana – pouco ou quase nada se repercutiu sobre o assunto no noticiário nacional.
Quase 90% da população amapaense – nos 13 municípios atingidos – passou cinco dias sem energia elétrica e com problemas para ter água nas torneiras, além dos sinais das operadoras de celular e internet. No dia 7 de novembro o fornecimento foi restabelecido, embora de forma precária. A energia permanecia nas casas por, no máximo, 4 das 24 horas do dia.
Foto: Dyepeson Martins
Dormir na região era quase impossível. O Amapá tem um clima quente e úmido e, à noite, a temperatura passa dos 30 graus. Por isso, ar-condicionado é um artigo de necessidade para os moradores, que não conseguem ter uma noite de repouso sem um ambiente refrigerado.
A falta de energia elétrica gerou uma série de problemas: filas quilométricas se formaram nos poucos postos de combustível com gerador, moradores corriam atrás de cubas de isopor e gelo para armazenar os alimentos perecíveis e a busca por garrafões de água mineral se tornou um desafio no comércio local por conta da escassez do produto.
Com tantas dificuldades, os moradores se questionavam sobre os motivos de o assunto não ter ganhado repercussão em todo o Brasil. Nos portais de notícias mais respeitados, uma ou duas matérias retratavam o tema. Os grandes telejornais dedicavam no máximo 2 minutos da programação para a região, que representa menos de 1% da população do país. Mas, ainda assim, é um dos estados da nação.
Os questionamentos foram parar nas redes sociais. No Twitter, centenas de amapaenses criticaram os jornalistas que abordaram o problema de forma insatisfatória. Alguns profissionais chegaram a discutir com os internautas. Um deles escreveu: “vocês não querem notícias, vocês querem reclamar”.
Mas as menções e as críticas não diminuíram e tornaram-se tão frequentes que o apagão ganhou o topo do noticiário. Contudo, em qualquer bate-papo de esquina ainda era comum ouvir comentários como “se fosse em São Paulo, por exemplo, iria demorar tanto assim?”.
A mobilização da mídia nacional refletiu na atenção dos governantes. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) visitou o estado para ligar os geradores termelétricos e marcar o término da crise. Não aconteceu. Os problemas continuaram apesar de o Ministério de Minas Energia divulgar o “fim do apagão”.
A situação só foi normalizada no dia 24 de novembro, após a instalação de um segundo transformador na subestação que pegou fogo e deixou a população no escuro. Outras questões, no entanto, vieram à tona: a falta de saneamento básico, a rede precária de distribuição de energia elétrica, as deficiências da saúde pública e as consequências da privatização de serviços essenciais.
A energia gerada para o Amapá é responsabilidade de uma empresa contratada pela União por meio de licitação. A Companhia de Eletricidade do Amapá – organização de economia mista – é quem distribui. Mesmo com o fornecimento precário e a falta de fiscalização, os governos federal e estadual não fizeram mea-culpa e responsabilizaram apenas o setor privado.
Foto: Dyepeson Martins
Porém, a região dependeu do poder público para voltar aos dias normais, mesmo que a ajuda não tenha sido rápida e eficiente.
Tudo isso aconteceu em meio a um novo pico de casos de covid-19 no estado. Aumento de mortes e internações, além de fake news e disputas políticas marcaram esse período. Dias que mostraram a reação do sistema político aos holofotes acesos da mídia e a inércia dele quando as luzes permanecem apagadas.
Dyepeson Martins O autor é jornalista e mestrando do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa.
Boletim Covid-19 – informação contra a pandemia – uma produção do curso de Jornalismo da UEPG.
Reportagem: Alexandre Douvan Edição: Eder Carlos Professores responsáveis: Cintia Xavier e Marcelo Bronosky
Produção jornalística de extensão realizada à distância e inteiramente online, em respeito às normas de segurança e isolamento social. Imprensa: A veiculação deste boletim é livre e gratuita, desde que mantida sua integridade e informados os créditos de produção.
Boletim Covid-19 – informação contra a pandemia – uma produção do curso de Jornalismo da UEPG.
Reportagem: Heryvelton Martins e Lucas Pereira Edição: Daniela Valenga Professores responsáveis: Paula Rocha e Rafael Kondlatsch
Produção jornalística de extensão realizada à distância e inteiramente online, em respeito às normas de segurança e isolamento social. Imprensa: A veiculação deste boletim é livre e gratuita, desde que mantida sua integridade e informados os créditos de produção.
Boletim Covid-19 – informação contra a pandemia – uma produção do curso de Jornalismo da UEPG.
Reportagem: Amanda Martins Edição: Eder Carlos Professores responsáveis: Manoel Moabis e Marcelo Bronosky
Produção jornalística de extensão realizada à distância e inteiramente online, em respeito às normas de segurança e isolamento social. Imprensa: A veiculação deste boletim é livre e gratuita, desde que mantida sua integridade e informados os créditos de produção
Boletim Covid-19 – informação contra a pandemia – uma produção do curso de Jornalismo da UEPG.
Reportagem: Manu Benício Edição: Daniela Valenga Professores responsáveis: Paula Rocha e Rafael Kondlatsch
Produção jornalística de extensão realizada à distância e inteiramente online, em respeito às normas de segurança e isolamento social. Imprensa: A veiculação deste boletim é livre e gratuita, desde que mantida sua integridade e informados os créditos de produção.
Estudantes apresentam os resultados das pesquisas desenvolvida ao longo do ano sobre direitos humanos
No próximo dia 14, iniciam as apresentações do XXIX Encontro Anual de Iniciação Científica, o EAIC. No evento, integrantes do projeto de extensão Direitos Humanos, Jornalismo e Formação Cidadã Alex Daniel Dolgan, Maria Eduarda de Oliveira e Thais de Lima Silva apresentarão trabalhos com temática de direitos humanos, resultado de um ano de pesquisa.
Os três são estudantes do ensino médio e participam pela primeira vez do Encontro Anual de Iniciação Científica Júnior, dentro da programação do EAIC, porém destinado a alunos e alunas de escola pública e que desenvolvem atividades de iniciação científica júnior.
A estudante Thais Silva apresenta na segunda-feira, 14, o trabalho “Jornal Escola, Jornalismo e Formação Cidadã”, sob orientação da professora Paula Melani Rocha, conta que descobriu o projeto de extensão através da escola que cursa o ensino médio. “Minha pesquisa e interesse é na área da diversidade, respeito e estudo dos nossos direitos. Eu entrei no Elos através do colégio Estadual Regente Feijó e com a ajuda de uma professora”, lembra Thais.
A estudante Maria Eduarda apresenta no dia 15 a pesquisa “As Mídias Digitais Na Difusão De Conteúdos Sobre Direitos Humanos: Monitoramento e Análise do Projeto de Extensão Elos” sob orientação da professora Karina Woitowicz. Ela lembra que ainda não tinha tido nenhuma experiência com pesquisa científica, porém o processo foi bom para a aprendizagem. “O processo de pesquisa foi realizado com calma até porque não tinha tido nenhuma experiência com produção científica. Na criação tive que juntar várias informações relacionadas às redes sociais do ELOS”.
As apresentações deste ano acontecerão diferente dos outros anos. Em razão da pandemia do Covid-19 as mesas serão de forma remota e transmitidas pelo canal da oficial UEPG no Youtube. Para conferir, clique neste link.
Boletim Covid-19 – informação contra a pandemia – uma produção do curso de Jornalismo da UEPG.
Reportagem: Heryvelton Martins. Edição: Reinaldo Dos Santos. Professores responsáveis: Karina Woitowicz e Paula Rocha.
Produção jornalística de extensão realizada à distância e inteiramente online, em respeito às normas de segurança e isolamento social. Imprensa: A veiculação deste boletim é livre e gratuita, desde que mantida sua integridade e informados os créditos de produção.