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Boletim Covid-19 | #117 Ponta Grossa tem baixo índice de Transparência Covid-19

Boletim Covid-19 – informação contra a pandemia – uma produção do curso de Jornalismo da UEPG.

 


Reportagem: Emanuelle Benício e Emanuelle Salatini
Edição: Eder Carlos
Professores responsáveis: Cíntia Xavier e Manoel Moabis


Produção jornalística de extensão realizada à distância e inteiramente online, em respeito às normas de segurança e isolamento social.
Imprensa: A veiculação deste boletim é livre e gratuita, desde que mantida sua integridade e informados os créditos de produção.

Mais de 50% das mulheres brasileiras estão fora do mercado de trabalho formal

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De acordo com pesquisa do IBGE, durante o segundo trimestre de 2020 o desemprego para as mulheres se acentuou em meio ao cenário da pandemia

Desemprego, dupla jornada e preocupação com a saúde dos filhos marcam o cotidiano das mulheres na pandemia do coronavírus. Monyque Ciunek, 26 anos, até o começo da pandemia do COVID-19, em março, trabalhava como garçonete em um hotel da cidade, quando foi demitida. Ela cria sozinha o filho de 4 anos e hoje mora de favor na casa da mãe. Para driblar a falta de emprego, Monyque depende do auxílio emergencial do governo e da venda de itens de artesanato que começou a confeccionar durante o período de isolamento social. “Não foi uma escolha minha sair do hotel onde eu trabalhava, porém se não fosse a escolha deles eu iria ter que pedir para sair”, relata.

Monyque faz parte das quase 50 mil mulheres brasileiras que estão fora do mercado de trabalho no segundo trimestre de 2020, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, do IBGE. Segundo a pesquisa, hoje no Brasil, existem mais mulheres fora do mercado do que dentro da força de trabalho. No primeiro trimestre de 2020, 43408 mulheres estavam fora do mercado de trabalho, já no segundo trimestre do mesmo ano, o número saltou para 49541. 

A professora de Serviço Social da UEPG, Reidy Rolim, explica que as mulheres dedicam em média três vezes mais tempo que os homens ao trabalho de cuidado, seja da casa ou dos filhos. De acordo com a professora, as mulheres possuem dupla e até tripla jornada de trabalho. O problema se intensifica em famílias de mães que cuidam sozinhas dos filhos. “Quando se é mãe solo, em grande maioria das vezes, todas os trabalhos de cuidado e educação acabam ficando por conta da mesma, o que gera uma sobrecarga muito grande, tanto em relação ao acúmulo de trabalhos como também na busca por um emprego”, explica.

 

 

A dupla jornada estava presente na rotina da professora Valéria Jansen, 38 anos. Com 4 filhos, a professora teve que se afastar da escola em que trabalhava para auxiliar no ensino remoto das crianças. 

Valéria explica que a decisão de parar de trabalhar surgiu da necessidade de acompanhar seus filhos no ensino remoto, além da dificuldade de preparar e dar suas aulas, também de forma remota, pela necessidade de cuidar das crianças. “Meus filhos tinham aula e eu não podia acompanhar, não tem como uma criança de quatro anos ter autonomia suficiente para ficar na frente de um computador sozinha, fazendo as atividades”, relata. 

De acordo com a pesquisa do IBGE, o número de mulheres desempregadas aumentou 18% durante os dois primeiros trimestres de 2020, enquanto a taxa de homens que perderam seus empregos se manteve constante no mesmo período. 

 

 

A vendedora Letícia Georgi, no começo da pandemia, tirou 30 dias de férias e assim que voltou decidiu se afastar da empresa por medo da contaminação. “Não tem preço colocar a vida de quem a gente ama em risco”, afirma. “Saber que ele estava sozinho e eu tinha o risco de pegar e passar a doença me deixou muito nervosa”. 

“Eu sei que estou sem emprego agora, não sei se volto a trabalhar daqui a um ano ou dois. Mas estar em casa me traz uma tranquilidade muito grande, saber que posso estar com meu filho me tranquiliza”, explica a vendedora. Letícia decidiu abrir um sex shop para manter a renda da casa.

Além disso, a vendedora precisa conciliar o trabalho com o estudo, pois está no último ano do curso de Administração na Universidade Estadual de Ponta Grossa. “A gente já se acostumou a ter relativamente pouco, então entre ter pouco e ficar vivo do que pegar a doença e acabar perdendo alguém, não tem preço”, finaliza Letícia.

 

Sobre as discussões em torno da reabertura das escolas para as crianças, as três mães consultadas nesta reportagem têm a mesma decisão: não pretendem levar seus filhos à escola até que isso seja totalmente seguro. Monyque entende que o filho não ficaria o tempo inteiro de máscara, por ter apenas 4 anos e não entender o perigo da doença. Valéria diz que não se sente segura em mandar as crianças para a escola antes de existir uma vacina.

A falta de uma vacina também é a razão que faz Letícia preferir deixar o filho em casa caso as aulas retornem no modo presencial. “Eu entendo que muitas mães que estão trabalhando hoje, se as aulas voltarem seria melhor para elas. Eu hoje, se voltar, decidi que meu filho não vai”, expõe Letícia. “Ainda não tenho essa coragem de enviá-los à escola, não sem vacina”, afirma Valéria. 

Por Emanuelle Salatini

Boletim Covid-19 | #116 Inglaterra registra aumento de casos de Covid-19

Boletim Covid-19 – informação contra a pandemia – uma produção do curso de Jornalismo da UEPG.

 


Repórter: Catharina Iavorski
Edição: Daniela Valenga
Professores responsáveis: Marcelo Bronosky, Rafael Kondlatsch e Rafael Schoenherr


Produção jornalística de extensão realizada à distância e inteiramente online, em respeito às normas de segurança e isolamento social.
Imprensa: A veiculação deste boletim é livre e gratuita, desde que mantida sua integridade e informados os créditos de produção.

IESOL busca alternativa para a venda de produtos da feira artesanal

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Para viabilizar a comercialização a Incubadora de Empreendimentos Solidários (IESol) produziu um catálogo com os produtos para venda.

Com a Pandemia, a Feira Solidária que ocorria na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) teve que ser interrompida, o que deixou a comercialização comprometida. Como alternativa, a IESol adaptou a feira para um catálogo virtual que reúne produtos e serviços da Associação de Feirantes Solidários (AFESol), Associação Campos Gerais de Jardinagem e Saboaria Artesanal. As encomendas podem ser feitas com os produtores e entregues em sua casa.

A AFESol conta com 7 participantes e, como as atividades foram interrompidas em março a sede que funcionava em um imóvel e era usada como estoque e centro de produção gerou dívidas como água, luz e aluguel.

Foto: Heryvelton Martins

Sem a venda em espaços físicos o catálogo digital foi uma das alternativas encontradas para ajudar na comercialização. Produtora da AFESol, Maria Helena, conta que houve uma diminuição na renda por conta da pandemia.

Confira o catálogo: 

Catálogo IESOL

Boletim Covid-19 | #115 Setembro tem 60 mortes sem direito a velório

Boletim Covid-19 – informação contra a pandemia – uma produção do curso de Jornalismo da UEPG.

 


Repórter: Catharina Iavorski
Edição: Daniela Valenga
Professores responsáveis: Marcelo Bronosky, Rafael Kondlatsch e Rafael Schoenherr


Produção jornalística de extensão realizada à distância e inteiramente online, em respeito às normas de segurança e isolamento social.
Imprensa: A veiculação deste boletim é livre e gratuita, desde que mantida sua integridade e informados os créditos de produção.

Boletim Covid-19 | #114 TSE orienta cuidados nas eleições municipais

Boletim Covid-19 – informação contra a pandemia – uma produção do curso de Jornalismo da UEPG.

 


Reportagem: Heryvelton Martins
Edição: Eder Carlos
Professores responsáveis: Manoel Moabis e Rafael Kondlatsch


Produção jornalística de extensão realizada à distância e inteiramente online, em respeito às normas de segurança e isolamento social.
Imprensa: A veiculação deste boletim é livre e gratuita, desde que mantida sua integridade e informados os créditos de produção.

Boletim Covid-19 | #113 Pandemia altera lei eleitoral

Boletim Covid-19 – informação contra a pandemia – uma produção do curso de Jornalismo da UEPG.

 

 


Repórter: Emanuelle Soares
Edição: Daniela Valenga
Professores responsáveis: Paula Rocha e Rafael Kondlatsch


Produção jornalística de extensão realizada à distância e inteiramente online, em respeito às normas de segurança e isolamento social.
Imprensa: A veiculação deste boletim é livre e gratuita, desde que mantida sua integridade e informados os créditos de produção.

Boletim Covid-19 | #112 Mais de 50% das mulheres não têm emprego formal

Boletim Covid-19 – informação contra a pandemia – uma produção do curso de Jornalismo da UEPG.

 


Repórter: Emanuelle Salatini
Edição: Daniela Valenga
Professores responsáveis: Cíntia Xavier e Manoel Moabis


Produção jornalística de extensão realizada à distância e inteiramente online, em respeito às normas de segurança e isolamento social.
Imprensa: A veiculação deste boletim é livre e gratuita, desde que mantida sua integridade e informados os créditos de produção.

Boletim Covid-19 | #111 Pesquisador fala sobre projeto que monitora a pandemia

Boletim Covid-19 – informação contra a pandemia – uma produção do curso de Jornalismo da UEPG.

 


Repórter: Alexandre Douvan
Edição: Daniela Valenga
Professor responsável: Rafael Schoenherr


Produção jornalística de extensão realizada à distância e inteiramente online, em respeito às normas de segurança e isolamento social.
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Auxílios são reprovados pela Presidência da República e a onda de flexibilizações atinge a educação

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Presidente Jair Bolsonaro veta auxílio para a educação e prejudica estudantes do ensino público em âmbito estadual e municipal. A lei sancionada no dia 19 de agosto retirou seis pontos propostos para acudir a educação frente aos danos causados pela pandemia da Covid-19 e suas sequelas.

Na prática os vetos significam a ausência de auxílio e de assistência por parte da união para que os estados e municípios possam disponibilizar dispositivos para a educação durante a pandemia e após o período de distanciamento social no processo de reabertura das escolas. A lei também flexibiliza os 200 dias letivos exigidos anualmente na formação escolar e universitária, porém esclarece que escolas de ensino fundamental e médio terão que cumprir as 800 horas anuais obrigatoriamente e cursos de ensino superior terão que completar a carga horária prevista em cada curso.

Um dos vetos permite que estudantes de medicina, enfermagem, fisioterapia e farmácia possam trabalhar no Sistema Única de Saúde, caso já tenham concluído 75% da residência ou estágio. Outro veto, abre uma brecha para que Ministério da Educação não tenha que consultar as secretarias estaduais de educação para definir a data para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). E ainda, entre os pontos vetados está a autorização da não distribuição de merendas ou auxílios alimentação para os estudantes de escolas públicas.

Por David Candido

Segundo o diretor de Relações Institucionais da União Paranaense dos Estudantes Secundaristas, Matheus Bregenski, “a ausência da União no repasse de verbas para a Educação vai provocar mais desigualdade na qualidade de ensino entre os estudantes, não só na qualidade como também na participação dos estudantes. Quando a união veta ajuda a estados e municípios, veta ajuda diretamente para o estudante e a família do estudante”.

Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio Contínuo (PNAD) divulgada no dia 15 de julho revela os dados do abandono escolar e a não frequência às aulas em 2019. Entre 50 milhões de pessoas com a idade na faixa de 14 a 29 anos, 20% (10,1 milhões) não completaram alguma das fases da educação básica, sendo que 71,7% das pessoas que não concluíram são pretas ou pardas.

O Governo Federal atribuiu o veto dos auxílios ao orçamento de 2020, nomeado Orçamento de Guerra, que não previa os gastos necessários atualmente. Sobre isso, Bregenski cita que a ação de corte da união é apenas mais uma amostra de que a educação não é prioridade nesse governo. Lembra que outros países fizeram fundos para destinar verba aos setores de saúde, segurança e educação, diferente do Brasil que disponibilizou apenas ajuda com o auxílio emergencial e que teve muita dificuldade para ser aprovada. E ainda comenta “o governo tentou priorizar a economia, mas não está conseguindo salvar a si mesmo”

O Congresso ainda irá votar pela permanência ou não dos vetos do Presidente Bolsonaro, mas não tem uma data definida de quando irá ocorrer.

Catharina Lavorski