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#260 Boletim Covid-19 | Vacinação de grupos prioritários está interrompida em PG

 

Boletim Covid-19 – informação contra a pandemia – uma produção do curso de Jornalismo da UEPG.

 

 

Reportagem: Maria Eduarda Eurich
Edição: Daniela Valenga
Professores responsáveis: Cíntia Xavier e Rafael Kondlastch

Produção jornalística de extensão realizada à distância e inteiramente online, em respeito às normas de segurança e isolamento social.
Imprensa: A veiculação deste boletim é livre e gratuita, desde que mantida sua integridade e informados os créditos de produção.

Arquivo Lésbico Brasileiro lança financiamento coletivo para estruturar a preservação dos materiais

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“Firmando as raízes do Arquivo Lésbico Brasileiro” é o nome dado para o financiamento coletivo do Arquivo Lésbico Brasileiro (ALB) que tem o objetivo de criar uma estrutura com equipamentos que possam administrar e cuidar melhor dos materiais da instituição.  A campanha foi lançada no dia 18 de junho e encerrará no dia 02 de agosto. 

O ALB iniciou as atividades em janeiro de 2021, mas foi fundado no dia 19 de dezembro de 2020 por pesquisadoras que já trocavam textos e periódicos difíceis de encontrar sobre a comunidade lésbica, quando passou de uma organização autônoma e informal para uma instituição legal. “Nós achamos mais interessante criar uma instituição legal para esse material, porque a princípio o material estava salvo no nosso grupo que a gente compartilhava uma com a outra e pronto, mas quando se cria a instituição, a gente dá uma ‘cara’ mais formal. As instituições tendem a ser permanentes, assim, independente do que acontecesse, a ideia era ter uma estrutura para garantir a preservação dessas fontes e o acesso a elas, de maneira democrática e de maneira gratuita.” explica a co-fundadora do arquivo e diretora geral, Paula Silveira Barbosa.

Atualmente, o Arquivo Lésbico Brasileiro é mantido por doações de apoiadoras e apoiadores do projeto e pelas anuidades das integrantes da organização. Sendo assim, o financiamento coletivo permite concretizar os objetivos do Arquivo de zelar pela qualidade dos materiais adquiridos e reunidos, garantindo a integridade e a não deterioração. Serão comprados scanners, impressoras, pastas para os materiais e kits de higienização para viabilizar o manuseio. 

Os registros serão disponibilizados a partir do segundo semestre de 2021 na biblioteca virtual do arquivo e será de acesso gratuito para todos os interessados, mediante identificação. A primeira coleção a ser liberada será voltada para os periódicos lésbicos. 

Importância do Arquivo Lésbico Brasileiro

“De alguma forma é uma maneira de respeitar o legado dessas ativistas também, preservar a trajetória delas” expõe Paula Silveira Barbosa sobre a criação do arquivo.

A Organização reúne, cuida e preserva materiais que retratam as histórias e as vivências da comunidade lésbica do Brasil no decorrer do tempo, que foram historicamente silenciadas e invisibilizadas. 

Barbosa destaca a importância de ter o arquivo funcionando no Brasil, principalmente nesse período político. “Acredito que é bastante simbólico que o arquivo se organize, porque não estamos vivendo um momento qualquer no país. A existência do arquivo, assim como de outros projetos LGBTs que surgiram na mesma época, diz que nós não estamos apenas existindo, mas nós estamos fazendo acontecer os nossos projetos, independentemente da vontade dessas pessoas preconceituosas e que nos discriminam,” esclarece. 

Participação e doação para o Arquivo Lésbico Brasileiro

É possível integrar ativamente o projeto, basta entrar em contato por email ou pelas redes sociais. Também é possível fazer doações de materiais que sejam de interesse da organização, para isso, é só entrar em contato com o ALB para obter informações. 

#259 Boletim Covid-19 | PG investe R$ 5 milhões no combate à pandemia

 

Boletim Covid-19 – informação contra a pandemia – uma produção do curso de Jornalismo da UEPG.

 

 

Reportagem: Vinícius Sampaio
Edição: Eder Carlos
Professores responsáveis: Paula Rocha e Rafael Kondlatsch

Produção jornalística de extensão realizada à distância e inteiramente online, em respeito às normas de segurança e isolamento social.
Imprensa: A veiculação deste boletim é livre e gratuita, desde que mantida sua integridade e informados os créditos de produção.

#258 Boletim Covid-19 | Aumenta o número de mortes por Covid-19 entre os jovens

 

Boletim Covid-19 – informação contra a pandemia – uma produção do curso de Jornalismo da UEPG.

 

 

Reportagem: Lincoln Vargas, Kadu Mendes e Maria Eduarda Eurich
Edição: Reinaldo Dos Santos
Professores responsáveis: Marcelo Bronosky e Muriel Emídio Pessoa do Amaral

Produção jornalística de extensão realizada à distância e inteiramente online, em respeito às normas de segurança e isolamento social.
Imprensa: A veiculação deste boletim é livre e gratuita, desde que mantida sua integridade e informados os créditos de produção.

Jornalismo UEPG lamenta falecimento de egressa do curso

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O curso de Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa lamenta com profundo pesar o falecimento da jovem jornalista e egressa, Ana Luisa Vaghetti de Souza, aos 24 anos, vítima de Covid-19. O sepultamento ocorre na tarde de hoje, no município de Assis (SP).

Docentes relembram da recente atuação dedicada de Ana Luisa em ações de ensino, pesquisa e extensão, desde 2015, com participações diversas em eventos da área. Ana concluiu pós-graduação em Marketing na PUC em Curitiba ano passado. Ex colegas de turma e professores manifestam sentimento de saudade e de solidariedade a familiares e amigos.

Entrevista com Kátia Belisário: Violências contra as mulheres na Política

Professora da Faculdade de Comunicação, Katia Maria Belisário da Universidade de Brasília (UnB), em entrevista ao Elos, discute as violências contra as mulheres na política brasileira. 

Graduada em 1983 em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras da Universidade Federal de Minas Gerais (FAFICH-UFMG), Kátia é mestre em Agronomia pela California Polytechnic State University, nos Estados Unidos, doutora em Jornalismo e Sociedade pela UnB e pós-doutora  pela Universidade de Leicester na Inglaterra. A professora, que é líder do grupo de pesquisa “Gênero, Comunicação e Sociabilidade” do CNPq, coordena pesquisas que discutem questões de desigualdades de gênero presentes nos meios de comunicação e difundidas na sociedade, principalmente em setores como política. 

                                                                              Kátia Maria Belisário

 

Entrevista: 

Valéria: Como e quando essa vontade de pesquisar as violências sofridas pelas mulheres na política surgiu?

Kátia Belisário: Eu sempre me interessei por política, desde nova quis ver como eram as eleições mesmo na época entre dois partidos MDB e Arena do Brasil, então quando iniciei meus estudos em comunicação, logo de início quis essa área dentro do Jornalismo.

Valéria: Qual era o cenário da época quando a senhora iniciou seus estudos na política (desafios, perspectivas, apoio de orientadores, a própria política da época) ? 

Kátia Belisário: Na época em que entrei na faculdade, a gente ainda vivia uma ditadura, aos poucos indo para uma democracia. O brasileiro estava participando muito politicamente, reivindicando melhores condições de vida, pedindo as “Diretas já”, entretanto, o papel da mulher não era tão abordado, havia uma lacuna na participação política que ainda hoje não foi preenchida.

Valéria: A importância de falar e pesquisar a violência contra as mulheres na política nos dias atuais, tem se mostrado cada vez mais. A senhora enquanto pesquisadora e também professora nota um maior interesse de jovens estudantes nessa temática? 

Kátia Belisário: Os alunos têm muito interesse nessa pauta, esse é um tema realmente que precisa ser estudado, é necessário buscar formas de valorizar o papel da mulher.

O Brasil ser quinto país que mais mata mulheres, é uma das principais razões para estudarmos violência contra a mulher. Debater este tema é primordial dentro do cenário brasileiro, temos índices altíssimos de feminicídio, de violência doméstica e de assédio sexual e moral, vivemos em uma sociedade patriarcal com uma cultura patriarcal. A mulher não tem voz, tanto na participação política quanto dentro de casa nos afazeres domésticos e nas divisões de tarefas. 

Valéria: No ano de 2020 apenas os jornais com enfoque de gênero em sua maioria falaram sobre os ataques a mulheres durante as eleições. Quais barreiras ainda precisam ser quebradas pela mídia hegemônica para que se fale dessa problemática?

Kátia Belisário: O enfoque maior em temáticas de gênero está muito nas pessoas que estudam gênero, nas revistas especializadas. Os jornais hegemônicos começaram a mostrar ao longo do tempo questões associadas, mas divulgam casos específicos apenas, por exemplo sobre violência doméstica e feminicídio, o que precisa mudar urgentemente. 

Eu fiz uma pesquisa muito grande em gênero e comunicação no meu Pós-Doutorado na Universidade de Leicester da Inglaterra comparando os jornais brasileiros e ingleses, os escolhidos foram a Folha de São Paulo e o The Guardian. Percebi ao longo da pesquisa que o enfoque nas mulheres ainda é muito pequeno, elas não se encontram em colunas de política, sempre em colunas de crimes, colunas de vida doméstica e sociedade. Nunca é dado muito mérito para o papel da mulher, elas nunca estão nas principais páginas do jornal, tanto na Folha de São Paulo quanto no The Guardian. 

A diferença é que nos jornais brasileiros os jornalistas lidam com a questão da violência doméstica por exemplo, de forma muito mais naturalizada, o que é prejudicial. Há uma banalização do tema, são poucas as falas das vítimas que sofreram violência, como citado anteriormente, essas poucas matérias não são ligadas a um questionamento de políticas públicas, elas se encontram em uma parte muito pequena sobre crimes. 

Valéria: Quais passos precisam ser dados para que a violência diminua e a política brasileira avance no sentido de uma maior igualdade?

Kátia Belisário: Primeiramente na política, é imprescindível a presença de mais mulheres em cargos eletivos, desnaturalizar essa prática de colocar candidatas mulheres como laranja de partidos políticos, mais participação das mulheres converge em políticas públicas adequadas para a nossa realidade. 

Com relação a violência contra mulher a primeira coisa é denunciar, existe muito esse dilema “é meu vizinho” é “meu parente” ou “em briga de marido e mulher não se mete a colher”, a questão é que deve ser feita a denúncia sim! Seja por parte da vítima, por parte das pessoas ao redor ou das redes de apoio. 

Um dos passos que precisam ser dados é a criação de políticas públicas voltadas para o desenvolvimento econômico da mulher, com a possibilidade de renda muitas delas podem sair do ambiente abusivo. Outro ponto que precisa ser modificado são as formas de denúncia. 

A educação de crianças é um exemplo muito interessante de mudanças mais profundas, vi muito essa questão quando estudei fora, o ensino com enfoque de gênero nas disciplinas escolares faz com que a criança já cresça aprendendo sobre igualdade de gênero e respeito perante as mulheres, esse processo educativo faz uma diferença enorme na sociedade.  

Valéria: Quais as maiores diferenças da violência à mulher na política no Brasil com relação a outros países, principalmente da américa latina?  Essa linha se mantém parecida?

Kátia Belisário: Comparando o Brasil com outros países latino-americanos e inclusive países desenvolvidos, a violência acontece da mesma forma, é uma questão de uma cultura patriarcal e de dominação masculina da sociedade. Entretanto, existe mais apoio para a banalização do papel da mulher e permissibilidade para que essas desigualdades aconteçam nos contextos latino-americanos. Acredito que no Brasil a violência seja uma das maiores, pois há facilitadores, um exemplo disso agora é a possibilidade das pessoas terem armas em casa. 

Valéria: Entrando na realidade do governo atual, que impactos os discursos dados pelo presidente da república trazem para as mulheres na política?

Kátia Belisário: Os discursos dados pela responsável pela Secretaria dos Direitos Humanos, da Família e da Mulher do atual governo já trazem muitos impactos negativos, como por exemplo acreditar que as mulheres devem vestir rosa e homens devem vestir azul, bem como, agredir verbalmente uma criança que fez um aborto por ter sido estuprada. 

Outro impacto negativo do governo é a distorção dos estudos de gênero, questões de gênero são deturpadas, ninguém pode ensinar gênero na escola, falar em gênero é falar sobre “kit gay”, o feminismo é considerado mimimi e mulheres podem ser dignas ou não de serem estupradas. Diante disso, não há lugar para se pensar políticas públicas sérias e eficientes para coibir a violência contra as mulheres. Nesse cenário, pesquisar feminismo e gênero é um ato de resistência.

Da mesma forma, existem pouquíssimas senadoras e deputadas, a mulher não é valorizada e nem bem representada, o diferencial dos outros países sempre vai ser as políticas públicas específicas e voltadas para as mulheres. 

 

A entrevista faz parte da divulgação do 7° Colóquio Mulher e Sociedade, que possui como tema deste ano “Desigualdades de gênero e interseccionalidade: os direitos humanos em tempos de crise”, o evento acontece nos dias 28, 29 e 30 de junho, é promovido pelo grupo de pesquisa “Jornalismo e Gênero” do Mestrado em Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa, em parceria com o projeto de extensão Elos – Jornalismo, Direitos Humanos e Formação Cidadã e ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade de Brasília, apoiado pela Parada LGBTQIA+ dos Campos Gerais. 

#257 Boletim Covid-19 | TJ recebe pedido de inconstitucionalidade contra lei do tratamento precoce de PG

 

Boletim Covid-19 – informação contra a pandemia – uma produção do curso de Jornalismo da UEPG.

 

 

Reportagem: Lucas Ribeiro
Edição: Daniela Valenga
Professores responsáveis: Cíntia Xavier e Marcelo Bronosky

Produção jornalística de extensão realizada à distância e inteiramente online, em respeito às normas de segurança e isolamento social.
Imprensa: A veiculação deste boletim é livre e gratuita, desde que mantida sua integridade e informados os créditos de produção.

#256 Boletim Covid-19 | Calendário de vacinação nos Campos Gerais

 

Boletim Covid-19 – informação contra a pandemia – uma produção do curso de Jornalismo da UEPG.

 

 

Reportagem: Diego Chila
Edição: Eder Carlos
Professores responsáveis: Karina Woitowicz e Paula Rocha

Produção jornalística de extensão realizada à distância e inteiramente online, em respeito às normas de segurança e isolamento social.
Imprensa: A veiculação deste boletim é livre e gratuita, desde que mantida sua integridade e informados os créditos de produção.

#255 Boletim Covid-19 | Governo Estadual prevê vacinar população adulta paranaense até setembro de 2021

 

Boletim Covid-19 – informação contra a pandemia – uma produção do curso de Jornalismo da UEPG.

 

 

Reportagem: Vinicius Sampaio
Edição: Maria Eduarda Eurich
Professores responsáveis: Marcelo Bronosky e Rafael Kondlatsch

Produção jornalística de extensão realizada à distância e inteiramente online, em respeito às normas de segurança e isolamento social.
Imprensa: A veiculação deste boletim é livre e gratuita, desde que mantida sua integridade e informados os créditos de produção.

 

Democracia e Direitos Humanos | Fome na Pandemia e lucros no Agronegócio | Entrevista: Célio Rodrigues (MST Ponta Grossa)

“Ao mesmo tempo que se fala em tanta produção, nós nunca vivemos tanta insegurança alimentar em nosso país e nunca tivemos tantas pessoas passando fome. A questão da fome não é só uma questão econômica, social, mas é uma questão política. As pessoas passam fome porque não há uma política para resolver a questão da segurança alimentar para o conjunto da população brasileira. Se dependermos do agronegócio, jamais teremos a superação da fome em nosso País. Sabemos que o agronegócio não produz comida, produz commodity”.
Célio Rodrigues é formado em Direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), através do Programa Nacional de Reforma Agrária (Pronera).
Democracia & Direitos Humanos é um projeto de extensão ligado à Agência de Jornalismo, do Curso de Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), em parceria com a Rádio Comunitária Princesa.
Locução e edição: Isadora Ricardo
Professores Responsáveis: Hebe Gonçalves e Sérgio Gadini