Entrevista do prof. Fábio Bacila, da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), ao Democracia & Direitos Humanos nesta quinta-feira, 15/04/2021, no Princesa News, pela Rádio Comunitária Princesa (FM 87,9 e internet). Bacila tem formação em História, com Doutorado Pela Universidade de São Paulo (USP).
Democracia & Direitos Humanos — projeto de extensão ligado à Agência de Jornalismo, do Curso de Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), em parceria com a Rádio Comunitária Princesa (FM 87,9 e na internet). Você confere ainda nas redes sociais do Curso de Jornalismo da UEPG.
Locução e edição: Deborah Kuki
Produção e edição final: Professor(a) Hebe Gonçalves e Sérgio Gadini
O Brasil é um país imenso e também um dos mais populosos do Mundo. Por ter mais de oito milhões de quilômetros quadrados é chamado de país-continente. O Brasil corresponde a quase metade da América do Sul. Um país tão grande acaba sendo muito diverso! São cinco grandes regiões geográficas: Norte; Nordeste; Centro-Oeste; Sudeste; Sul.
A diversidade histórica e geográfica é inegável e gerou uma diferenciação econômica, cultural e social muito significativa. Por tudo isso, o Brasil também é chamado de país de contrastes, principalmente em virtude da imensa desigualdade social que é expressa por manter lado a lado muita riqueza nas mãos de poucos cidadãos e imensa pobreza atingido milhões de brasileiros.
Portanto, a questão que se coloca é como administrar um país tão grande, populoso, diverso e desigual? Para isso, a primeira opção que se tem é buscar conhecer, da forma mais ampla possível, o país.
A par disso, um recurso indispensável é o censo demográfico, que leva à administração pública, por meio do recenseador, a visitar cada residência dos brasileiros e brasileiras e saber quantos nós somos e como vivemos! É a forma mais precisa que se tem para conhecer o Brasil.
O governo federal, de posse da informação da população de cada estado e município, distribui, proporcionalmente a população apurada no Censo, parte dos impostos pagos e juntados nos fundos de recursos públicos que são administrados pelo governo federal. Além disso, os governos federais, estaduais e municipais contam com as informações dos censos para planejar e definir políticas públicas que visar resolver os problemas que prejudicam a população brasileira.
Os censos demográficos são realizados de dez em dez anos, sendo que o último foi realizado em 2010. Portanto, era para ter sido realizado um censo em 2020, mas foi adiado em virtude da pandemia.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-IBGE, que é a instituição pública federal responsável pela realização dos censos e pesquisas, planejou, cuidadosamente, a realização do Censo em 2021, mas os deputados federais cortaram os recursos orçamentários que estavam previstos para isso, levando o IBGE a cancelar, mais uma vez, a realização do Censo! Os prejuízos serão significativos porque deixaremos de contar, por mais um ano, com as informações sobre a população brasileira, prejudicando a administração de um país tão complexo como o Brasil.
Prof. Luiz Alexandre Gonçalves Cunha. Graduado em Geografia (UERJ),mestre em História Econômica do Brasil UFPR) e doutor em Ciências Sociais (UFRRJ).
Professor Associado C da UEPG. Leciona Geografia Econômica e Humana no curso de Graduação em Geografia e nos cursos de pós-graduação em Geografia e Ciências Sociais Aplicadas.
Entrevista da profa. da área de Biologia Genética da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e integrante do Conselho Municipal de Saúde de Ponta Grossa, ao Democracia & Direitos Humanos nesta quinta-feira, 08/04/2021, no Princesa News, pela Rádio Comunitária Princesa (FM 87,9 e internet).
Democracia & Direitos Humanos — projeto de extensão ligado à Agência de Jornalismo, do Curso de Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), em parceria com a Rádio Comunitária Princesa (FM 87,9 e na internet). Você confere ainda nas redes sociais do Curso de Jornalismo da UEPG.
Locução e edição: Isadora Ricardo
Produção e edição final: Professor(a) Hebe Gonçalves e Sérgio Gadini
“Diante da maior calamidade sanitária de nossa história, a Frente pela Vida e os Conselhos de Saúde Nacional, Estaduais e Municipais de capitais reafirmam seu compromisso com o fortalecimento do SUS, a saúde e a vida.”
A CARTA DA FRENTE PELA VIDA foi ao ar nesta quinta-feira, 1º/04/21, às 9h35, no Princesa News, pela Rádio Comunitária Princesa (FM 87,9 e internet).
Democracia & Direitos Humanos é um projeto de extensão ligado à Agência de Jornalismo, do Curso de Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), em parceria com a Rádio Comunitária Princesa (FM 87,9 e na internet). Você confere ainda nas redes sociais do Curso de Jornalismo da UEPG.
Locução: Isadora Ricardo e Nara Souza
Edição: Isadora Ricardo
Produção e edição final: Professor(a) Hebe Gonçalves e Sérgio Gadini
Boletim Covid-19 – informação contra a pandemia – uma produção do curso de Jornalismo da UEPG.
Reportagem: Eder Carlos. Edição: Dani Valenga. Professores responsáveis: Paula Rocha e Rafael Kondlatsch.
Produção jornalística de extensão realizada à distância e inteiramente online, em respeito às normas de segurança e isolamento social. Imprensa: A veiculação deste boletim é livre e gratuita, desde que mantida sua integridade e informados os créditos de produção.
Boletim Covid-19 – informação contra a pandemia – uma produção do curso de Jornalismo da UEPG.
Reportagem: Alexandre Douvan.
Edição: Reinaldo dos Santos.
Professores responsáveis: Karina Woitowicz e Marcelo Bronosky.
Produção jornalística de extensão realizada à distância e inteiramente online, em respeito às normas de segurança e isolamento social. Imprensa: A veiculação deste boletim é livre e gratuita, desde que mantida sua integridade e informados os créditos de produção.
No dia 21 de março de 2021, Anna Clara, quando questionada sobre a pandemia, disse: “Não quero ficar trancada em casa, eu quero ser livre”. O dia 21 de março também marcou o aniversário de 15 anos do Dia Internacional da Síndrome de Down. Desde 2006, a ONU reconhece a criação da data, que tem como objetivo defender os direitos, a inclusão e o bem-estar das pessoas com síndrome de Down.
Caca, apelido para Anna Clara, é uma jovem de 23 anos que mora com a mãe, estuda, adora matemática, ama dançar e possui Síndrome de Down. Uma das premissas errôneas que a Síndrome combate é a ideia de que todas as pessoas que a possuem são limitadas em suas atividades físicas e intelectuais e precisam de ajuda constantemente. “Eu acordo, arrumo a cama, lavo a louça, ajudo a minha mãe. Faço o almoço, coloco e tiro a mesa”, conta Anna Clara, que também ia e voltava sozinha do colégio antes da pandemia de Covid-19. “Quando eu voltava da escola, abria o portão e passava álcool em gel. Tem muitos vírus espalhando na cidade”, completa.
A pandemia de Covid-19 afeta a vida social da população mundial há mais de um ano. Manter os vínculos sociais é um desafio para todos. Porém, sempre é possível se manter conectado, nem que seja pela internet. “Eu tenho um monte de amigos do colégio no meu Whatsapp. Eu gostava muito de brincar, fazer tarefa. Minha matéria favorita é matemática”, explica Anna Clara, olhando atentamente para a mãe enquanto responde as perguntas com muito cuidado e cheia de detalhes sobre como era a vida pré-pandemia.
No Brasil, 1 em cada 700 nascimentos são de pessoas com Síndrome de Down, o que totaliza em torno de 270 mil pessoas; no mundo, a incidência estimada é de 1 em 1 mil nascidos vivos. Os dados e informações do site da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down mostram que não se trata de uma doença, mas de síndrome genética que pode condicionar ou favorecer a presença de quadros patológicos.
Nas últimas décadas, instituições e ONG´s ligadas a pessoas com a Síndrome cobram direitos assegurados por lei. A legislação brasileira, por exemplo, garante às pessoas com Síndrome de Down o Benefício de Prestação Continuada (BPC), uma assistência financeira para grupos especiais. O Sistema Único de Assistência Social (SUAS) é quem fornece, mensalmente, o benefício de um salário mínimo. No entanto, é necessário comprovar que o recebedor não possui meios para garantir o próprio sustento. Além disso, a renda mensal per capita da família do beneficiário deve ser inferior a um quarto do salário mínimo vigente. Os direitos garantidos também se referem à educação, saúde, oportunidades no mercado de trabalho, isenções e previdência social, já que muitos não possuem vínculo de trabalho e participam de programas sociais de entidades como a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE).
Produção jornalística de extensão realizada à distância e inteiramente online, em respeito às normas de segurança e isolamento social. Imprensa: A veiculação deste boletim é livre e gratuita, desde que mantida sua integridade e informados os créditos de produção.
Boletim Covid-19 – informação contra a pandemia – uma produção do curso de Jornalismo da UEPG.
Reportagem: Manu Benício. Edição: Eder Carlos. Professores responsáveis: Cíntia Xavier e Marcelo Bronosky.
Produção jornalística de extensão realizada à distância e inteiramente online, em respeito às normas de segurança e isolamento social. Imprensa: A veiculação deste boletim é livre e gratuita, desde que mantida sua integridade e informados os créditos de produção.
Na manhã desta sexta (02), o Portal Catarinas, site jornalístico com perspectiva de gênero, entrou novamente no ar após ter sido alvo de ataques cibernéticos. “O ataque é uma violência política e uma tentativa de silenciamento e censura contra as nossas vozes”, afirma Paula Guimarães, jornalista e coordenadora do portal. O site ficou instável entre os dias 26 de março e 1 abril. Mesmo com a volta, a equipe quer investir em ferramentas de segurança através de financiamento coletivo.
O Portal Catarinas começou a ter problemas de queda na última sexta-feira (26). “Em um primeiro momento, não sabíamos que era um ataque”, relata Paula. A equipe do portal acreditava que a queda era causada pelo grande número de acessos no texto opinativo Homens amam outros homens: o olhar para a mulher é apenas sexual, sobre relacionamentos no Big Brother Brasil 21. “A empresa de hospedagem do site falou que o Catarinas estava muito acima da capacidade de acessos, por isso nossa programadora otimizou o sistema e o site voltou ao ar por um período”, recorda. Porém, ao longo do fim de semana, o site voltou a cair. A programadora e a empresa de hospedagem não conseguiram identificar o que estava acontecendo. “O site voltava e caía de volta, de formas sucessivas”, explica Paula.
Na quarta (31), em contato com o suporte técnico da empresa de hospedagem, a equipe identificou que o site estava sofrendo um ataque DDoS (Distributed Denial Of Service). Nesse tipo de ataque, são dados milhões de comandos de acesso em um endereço eletrônico, o que sobrecarrega o sistema e faz com que o link saia do ar. “Eles não atacaram uma única matéria, mas todo o site, por isso tudo caía”, explica Paula. A jornalista relata que anteriormente o Portal Catarinas já tinha sofrido quedas. “Mas não podemos afirmar se foi causado por ataques, porque não tínhamos conhecimento que isso poderia acontecer para investigar na época. Tanto que só fomos descobrir o que estava acontecendo agora, seis dias depois que o site começou a sair do ar”.
Após denunciar os ataques pelas redes sociais, o portal recebeu o apoio técnico de homens e mulheres da Outsiders Black, da Repórteres Sem Fronteiras e do Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS). Além disso, várias pessoas, organizações e coletivos feministas divulgaram o ataque e apoio ao Portal pelas redes sociais, como o Comitê Latino-Americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher (Cladem) e Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). “Foi importante receber esse apoio. Ao mesmo tempo que estávamos desgastadas pelo o que estava acontecendo, fomos fortalecidas através de todas as pessoas que nos apoiaram”, expressa Paula.
Para investir em tecnologia de segurança, além de custear a produção das reportagens e do conteúdo para as redes sociais, o Catarinas conta com um financiamento coletivo. É possível contribuir através da Catarse (www.catarse.me/catarinas) ou por meio de um PIX para 48991775888 (telefone). “O financiamento coletivo é fundamental para a nossa existência e precisamos dele para potencializar nossas ações. Por isso, fazemos esse pedido para aqueles que leem e gostam do nosso conteúdo: que nos apoiem financeiramente também”, expressa Paula.
Portal Catarinas
Catarinas é um portal independente de jornalismo especializado em gênero, feminismos e direitos humanos. A ideia de fundar o Portal ganhou força no início de 2016, através de atividades realizadas por movimentos feministas e da ação na Rede Nacional Feminista de Saúde, instalada em Santa Catarina desde 2012. O objetivo era criar um espaço para produzir conteúdo, realizar a curadoria e observar os debates públicos sobre gênero. Para financiar a criação do portal, foi desenvolvida uma campanha de financiamento coletivo em 8 de março daquele ano. A meta foi atingida após 45 dias de campanha. O site foi ao ar em 28 de julho de 2016.
Atualmente, o Portal Catarinas é composto por dez integrantes, associadas à Associação Portal Catarinas, entre elas uma antropóloga, duas administradoras, e sete jornalistas. O Conselho Editorial é formado por sete mulheres que prestam suporte teórico à pluralidade de ideias na construção do conteúdo. Karina Janz Woitowicz, parte do conselho editorial do Catarinas, doutora em Ciências Humanas e pesquisadora sobre jornalismo e gênero na Universidade Estadual de Ponta Grossa, fala que o trabalho independente e colaborativo desenvolvido pelo portal é notável, por ser um espaço que contempla as lutas dos movimentos sociais, a defesa dos direitos humanos e o respeito às diferenças.
Karina também destaca que o jornalismo com perspectiva de gênero, uma das bandeiras levantadas pelo Catarinas, têm contribuído para inserir temas no debate público que não são trabalhados pela mídia tradicional, além de visibilizar as vozes das mulheres. “A perspectiva de gênero perpassa os mais diversos assuntos e acolhe as demandas das mulheres negras, indígenas, LGBT+, trabalhadoras rurais e urbanas, pobres, encarceradas, entre outras, contribuindo para o reconhecimento de direitos em uma sociedade conservadora e desigual”, defende.
Ataque a Jornalistas
O ataque ao Portal Catarinas não é um caso isolado. O Relatório da Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil 2020, elaborado pela Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), mostrou que em 2020 houve um crescimento de 105,77% no número de ataques dirigidos a jornalistas no Brasil. Foram registrados 428 casos no ano passado, em comparação a 208, em 2019. O relatório também aponta que o presidente Jair Bolsonaro foi responsável por 175 registros de violência contra a categoria, o que representa 40,89% do total de casos.
Além disso, mulheres jornalistas são duplamente suscetíveis a serem vítimas de violência por exercerem seu direito à liberdade de expressão e por razões de gênero, como indica o relatório Mulheres jornalistas e liberdade de expressão, publicado pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) em março de 2019. Já o relatório Mulheres no Jornalismo Brasileiro, desenvolvido pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) em fevereiro de 2018, indica que 41% das jornalistas mulheres já sofreram insultos ou ameaças pela internet.