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Elos Convida: 8º Colóquio Mulheres e Sociedade

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O 8º Colóquio Mulher e Sociedade, que tem como tema “Gênero e Políticas Públicas: práticas de resistência em múltiplos territórios”, é um evento promovido pelo Grupo de Pesquisa Jornalismo e Gênero do Mestrado em Jornalismo em parceria com o projeto de extensão Elos – Jornalismo, Direitos Humanos e Formação Cidadã da Universidade Estadual de Ponta Grossa, junto com o Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade de Brasília.

O Colóquio reúne docentes, estudantes, pesquisadores(as), profissionais e representantes de entidades e movimentos que lutam pela equidade de gênero, com o propósito de discutir temas pertinentes na atualidade, voltados as políticas públicas.

Criado em 8 de março de 2012, por ocasião do Dia Internacional da Mulher, o Colóquio visa propiciar um diálogo entre academia e sociedade. Logo, cria a oportunidade de um espaço para reflexão e debate em torno das questões de gênero em uma perspectiva interseccional. O evento divide-se em painéis de debates, oficinas e apresentação de artigos científicos de diferentes áreas.

Neste ano, as submissões de trabalhos vão até o dia 05 de abril. As apresentações estão previstas para os dias 19 e 20 de abril. Acompanhe as redes sociais do @jornalismouepg para mais informações.

 

IV edição do Ciclo Descomemorar Golpes promove atividades entre os dias 27 e 31 de março

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Atividades da IV edição do ciclo descomemorar golpes ocorrem entre os dias 27 e 31 de Março de 2023. O evento é uma promoção conjunta dos programas de pós-graduação da UEPG, Educação, Jornalismo, Linguagem e História Profissional, Sindicato dos Docentes da UEPG (SINDUEPG), projetos de extensão Cultura Plural, Lente Quente e Combate à Desinformação nos Campos Gerais PR, Departamento de Jornalismo, Programa Agência de Jornalismo, Editora Olaria Cartolera e Pró Reitoria de Extensão (PROEX UEPG).

Serão realizados painéis temáticos com especialistas e pesquisadores da área, uma exposição sobre os 200 anos de Ponta Grossa e uma mostra documental, que conta com a exibição de filmes históricos e debates entre os participantes. 

Confira a programação completa do IV Ciclo Descomemorar Golpes 2023:

Exposição fotográfica Cidade em curso: arquivos da reportagem (Ponta Grossa, 1980-2000). Abertura do IV Ciclo Descomemorar Golpes: 27/03, 17h (Hall do Bloco B – Campus Central UEPG). Produção: Projeto Lente Quente (coord: Rafael Schoenherr)

Painel Intentona golpista da extrema-direita de 8/01 contra democracia Brasileira. Palestrantes: Lorena Zomer e Pedro Miranda (Direito) com mediação de Volney Campos (Direito). Dia 28/03, 19h – Mini Auditório de Humanas (Bloco B)

– Entrevista coletiva (29/03, 14h): Escravidão e presença negra nos Campos Gerais. Ilton Martins (Museu Campos Gerais). Local: Laboratório de Telejornal UEPG. Coord: Rafael Schoenherr

– Entrevista coletiva (30/03, 14h): Morar em PG nos 200 anos em memórias de lutas sociais: Convidados: Sra. Claudete Dalabona, Jeverson Tramontin, Leandro Dias (FNL PG). Local: Laboratório de Telejornal UEPG. Agência de Jornalismo (Coord: Sérgio Gadini)

– Entrevista coletiva (30/03, 14h): A invenção de pratos típicos nos Campos Gerais. Convidado: Prof. Marco Aurélio Pereira. Local: Laboratório de Telejornal UEPG

Mostra de Documentários Descomemorar Golpes (Karina Woitowicz/DeJor). Dia 30/03, 17h (Lab. Telejornal – DeJor) e 31/03, 18h30 (Ocupação Ericson Duarte/FNL PG). Projeto Cultura Plural (Coord: Karina Janz)

Painel História da Mídia Regional. Participantes: Osni Gomes (A Notícia, Jornal do Estado) e Neomil Macedo (A Notícia, JM, DM e DC). Coord: Marcelo Bronosky (DeJor). Dia 31/03, 6ª-feira, 9h. Campus Central UEPG

– Lançamentos editoriais: selo Olaria Cartonera + lançamento do livro ‘Uma casa em PG’, de Antonio Paulo Benatte. Sexta, 31/03, 19h, Hall Bloco B (térreo) Campus Central UEPG.

Cáritas Diocesana desenvolve projeto sobre cuidados ao meio ambiente

O projeto busca ensinar cerca de 100 catequizandos sobre o descarte correto de lixo

No mês de março,  a comissão do MAGRE – Meio Ambiente, Gestão de Risco e Emergências, comissão dentro da Cáritas Diocesana de Ponta Grossa dá início ao projeto “A Educação Ambiental atuando para preservar Casa Comum”. O novo projeto busca levar a educação ambiental acerca do descarte correto de materiais aos adolescentes que estão frequentando o último ano na catequese. O Projeto de Educação Ambiental abrange cinco paróquias de Ponta Grossa e uma de Castro, com cerca de 20 catequizandos em cada, chegando a mais de 100 adolescentes que irão aprender sobre o descarte de lixo.

Conforme o projeto submetido ao Fundo Nacional de Solidariedade, a primeira edição do Projeto de Educação Ambiental, com duração de sete meses para abranger as três etapas do projeto, com finalização marcada para o mês de outubro.  Em um primeiro momento será realizada uma oficina reflexiva direcionada às catequistas das paróquias. A oficina traz atividades lúdicas para refletir sobre o impacto do lixo descartado nas ruas para a comunidade. O segundo momento corresponde a aulas ministradas por voluntárias da Caritas, paras as catequistas sobre o cuidado do meio ambiente, para que por fim as catequistas possam ter um período de 1 mês para desenvolver as atividades com os catequizando completando a terceira etapa. 

As paróquias que irão desenvolver a iniciativa foram pensadas juntamente com a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros do município, para que as ações sejam realizadas em regiões com riscos ambientais de enchentes e alagamentos causados geralmente pelo descarte incorreto de lixo. Em Ponta Grossa as regiões escolhidas foram do bairro Ronda, Nova Russia, Boa Vista e Oficinas, além de levar o projeto para a cidade de Castro.  A formada em serviço social Bruna Camargo, voluntária da Cáritas Diocesana, explica que essas regiões apresentam escoamentos de chuva entupidos e os bairros são rodeados de arroios e riachos. “O MAGRE, ao analisar as questões debatidas na reunião, decidiu realizar o projeto voltado para o descarte correto de resíduos”, afirma. 

Com intuito de estimular a mudança nas atitudes e desenvolver novos hábitos de agir em respeito a natureza, Bruna Camargo destaca que o projeto visa o bem estar do meio ambiente como um todo, não apenas dessas regiões, “Portanto além da abordagem acerca do descarte correto, iremos sensibilizar os participantes para que entendam que o meio ambiente é um direito de todos”, complementa.

Por Alex Dolgan

Elos promove evento em alusão ao Dia Internacional da Mulher

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Na próxima quinta-feira (23), acontece no Campus Central da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) o evento “Mulheres em luta, em defesa da democracia”. A iniciativa partiu de entidades sociais e grupos organizados interessados em discutir os direitos das mulheres, tendo como marco os debates realizados durante o mês de março, em que se celebra o Dia Internacional da Mulher.

A partir das 8h30, no Grande Auditório, está programada uma palestra sobre as lutas históricas das mulheres e os desafios atuais com a historiadora Dra. Georgiane Garabely Heil Vazquez, professora do Departamento de História da UEPG e pesquisadora da área de estudos de gênero, seguida de um painel sobre o tema do evento. Participam do debate representantes de diferentes setores da sociedade envolvidos com as demandas das mulheres: Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, Frente Nacional de Luta de Ponta Grossa, Núcleo Maria da Penha e Mandato Coletivo do PSOL.

Ao final do painel, será lançada a Frente Feminista de Ponta Grossa, uma iniciativa que reúne diversas entidades, grupos e coletivos comprometidos com a defesa dos direitos das mulheres na cidade.

No período da tarde, às 17 horas, será exibido um documentário que tematiza a violência contra as mulheres, acompanhado de debate com participantes. O evento é gratuito e oferece certificado de participação. “Mulheres em luta, em defesa da democracia” é organizado pelo grupo de pesquisa Jornalismo e Gênero e pelo projeto de extensão Elos – Jornalismo, Direitos Humanos e Formação Cidadã, do curso de Jornalismo da UEPG.

Inscrições pelo formulário: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdSw1x9S8ZzMOrCOCyfIxD_9hKp9bqtoqKzRRrgClXz-yoXWQ/viewform

Ocupação Ericson Duarte registra um ano de lutas e conquistas

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A ocupação Ericson John Duarte, localizada no Parque das Andorinhas em Ponta Grossa, completou um ano no início do mês de dezembro. Em comemoração, a coordenação e os moradores realizaram uma festa para celebrar as conquistas e melhorias que vem ocorrendo no local, mesmo em meio às dificuldades. 

O líder da ocupação Leandro Santos Dias conta que, desde sua fundação, a Frente Nacional de Luta (FNL) tem expandido cada vez mais sua rede de contatos (movimentos, partidos, etc) para atuar junto às pautas de direito à moradia e luta pela terra. “No começo havia muita hostilidade da polícia, mas com a colaboração de coletivos que lutam conosco pela garantia dos direitos humanos posso dizer que conseguimos conquistar uma ‘blindagem’ para proteger a ocupação”, afirma.

Segundo Leandro, a ocupação está progredindo também com seu projeto, que  formalmente pertence à UEPG, para  o desenvolvimento da comunidade em conjunto com voluntários que tem como objetivo construir casas com materiais recicláveis. A equipe do projeto é multidisciplinar e conta com o apoio de profissionais de várias áreas, o que, de acordo com Leandro, tornará possível que eles tenham os materiais necessários para evoluir a construção internamente entre a equipe. 

Outra grande vitória para o líder e também para toda coordenação e moradores da ocupação é o acordo com a Prefeitura, COPEL e SANEPAR para contribuir com as demandas da ocupação, como a necessidade da ligação de luz e saneamento. “Por se tratar de órgãos públicos e do poder que eles têm, isso afasta o que todos nós mais temíamos e que mais nos assombrava, o grande fantasma do despejo. Agora, podemos ter mais segurança”, diz Leandro. 

O líder enfatiza sobre o peso que um despejo pode representar caso aconteça, pois além de representar o fim do movimento, tem grande impacto social. “As cenas de um despejo são péssimas, pois para trás ficam móveis e construções inacabadas e isso tudo representa famílias e pessoas que tinham ali seu refúgio. E isso é extremamente triste e marcante”, acrescenta. Com essa possibilidade fora de alcance, a coordenação se mantém cada vez mais otimista sobre as futuras vitórias da ocupação.

Moradora da ocupação, Eliane de Fatima Tibes confessa que em alguns momentos na ocupação o sentimento de medo e negatividade tomou conta. A moradora entende que os processos para que haja melhorias são complicados e muitas vezes lentos. Segundo ela, nem sempre é fácil acreditar que as coisas podem mudar. “Os períodos de frio e chuva são os piores. Espero que a luz e a água sejam estabilizadas para todos o quanto antes, pois já passamos por muitos tumultos e tudo o que nós desejamos é o mínimo para viver melhor”, relata.

Apesar das dificuldades externas, Eliane afirma que internamente a situação é melhor, pois para ela o que deixa a comunidade mais forte é a união e o apoio mútuo entre a comunidade e a coordenação. A moradora alega que desde o início, mesmo com as tristezas individuais que todos acabam passando em algum momento, todos abraçaram as lutas um do outro para que a ocupação possa crescer como um todo cada vez mais e a cada dia.

Representantes de entidades questionam lentidão administrativa no transporte coletivo e cobram transparência e fiscalização no serviço em Ponta Grossa

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A série de documentos – seja em forma de alerta, denúncia, cobrança de providências, reclamação de incontáveis usuários, informe de aumento abusivo de tarifa – produzidos e divulgados ao longo da vigência contratual (2003 – 2023), apesar da gravidade do problema social pouco impacto registrou na melhoria da oferta, na qualidade e eficiência do serviço público prestado. E, pior, a falta de condições profissionais (recursos humanos) para fiscalizar o cumprimento das exigências contratuais deixou os gestores responsáveis pelo serviço sem a esperada responsabilização pelos problemas registrados e não solucionados.

Inclusive, após consulta e provocação, o próprio Tribunal de Contas do Estado reconhece e alerta que a administração municipal de PG deve cumprir a Lei de Acesso à Informação e assegurar transparência na gestão e fiscalização do serviço de transporte coletivo, conforme decisão do TCE/PR em 2017.(https://www1.tce.pr.gov.br/noticias/ponta-grossa-deve-respeitar-lei-de-acesso-a-informacao-determina-o-tce-pr/5042/N). Tal decisão apenas confirma o descaso com os princípios da responsabilidade administrativa em Ponta Grossa, quando o problema é a gestão e necessária (pois precária) fiscalização e transparência do serviço de transporte coletivo no Município.

Há menos de seis meses para o encerramento do contrato (em Junho de 2023), a Prefeitura de PG, responsável pelo referido serviço público, não apresentou documentos com a necessária garantia de transparência administrativa, capaz de evitar a continuidade dos incontáveis problemas causados pelos erros (técnicos, políticos e administrativos) da atual versão contratual (assinada em junho de 2003), pelo então prefeito (Péricles Mello, PT), por 10 anos, e que foi simplesmente renovado automaticamente pelo gestor seguinte (Pedro Wosgrau Filho, PSDB) sem o necessário debate público com a População (em Dezembro de 2012).

A única audiência pública (realizada em 30/11/2022, às 19h, na Câmara) para discutir o problema contou com cerimônia de representantes do poder executivo e legislativo local, além de pouca presença da população, mas se limitou em apresentar um esboço genérico, e sem especificidades de projeto de lei, praticamente reproduzindo orientações e arcabouço técnico-jurídico da atual legislação que orienta o contrato vigente da prestação do serviço de transporte em Ponta Grossa.

Verifica-se na proposta os mesmos vícios de origem, como é o caso da manutenção de um conselho municipal de transporte composto por maioria de representantes do poder executivo e representantes empresariais do setor, pouca representação da população que paga a conta e, com o mesmo rito de mera formalidade consultiva, que deixa o poder pleno de decisão sobre qualquer pedido de aumento tarifário entre a vontade da empresa concessionária e a chefia do executivo (Prefeitura), como atualmente acontece.

Fiscalização das condições de oferta? Indicadores técnicos para avaliar serviço? Garantia de transparência informativa e responsabilidade do gestor contratante? Nada disso prevê ou sequer menciona o referido projeto de lei, que foi apresentado em audiência pública e tramita na Câmara Municipal sem qualquer compromisso de efetiva responsabilidade administrativa para um contrato de tamanha importância e que gerou incontáveis problemas, crises, descasos e desrespeitos às necessidades por mobilidade urbana para uma estimativa de 80 a 100 mil pessoas ao dia em Ponta Grossa. https://bntonline.com.br/audiencia-publica-debate-transporte-coletivo-de-pg/

Diante do exposto, e considerando riscos de o Município deixar dezenas de milhares de Pessoas que precisam de transporte urbano em Ponta Grossa reféns do atual sistema – reconhecidamente problemático, sem fiscalização e transparência, além de elevada tarifa e falta de comprovada qualidade técnica – os representantes das entidades abaixo identificadas solicitam a imediata divulgação dos projetos de minuta de edital, licitação pública e modelo contratual, buscando evitar vícios de gestão administrativa, má gestão, ausência de transparência, tarifas abusivas, indicadores insuficientes e sem justificativa técnica às especificidades do serviço, além do risco de não registrar interesse de eventuais prestadores aos editais, gerando problema na oferta do serviço que, diariamente, atende cerca de 80 mil pessoas em Ponta Grossa.

O presente documento, em forma de Carta-Denúncia, alerta, solicita providências por parte da atual administração municipal (Prefeitura de PG), pede a posição da Câmara Municipal (poder legislativo local) e um parecer da promotoria responsável do Ministério Público Estadual em PG a respeito do problema, que precisa de soluções práticas, mas segue ameaçando a garantia de condições de oferta acessíveis e viáveis à maioria da População da Cidade.

É inaceitável que, há menos de seis meses do encerramento contratual, a Procuradoria de Contas da Prefeitura de PG circule documento administrativo em que pede autorização para iniciar “prospecção de interessados em lavrar contrato emergencial pelo período de um ano ou até o final do procedimento licitatório, para suceder a atual concessionária”. O mesmo documento da Procuradoria reconhece o risco de manutenção do problema que o transporte coletivo se tornou aos moradores de PG. “Ainda que a solução do contrato emergencial seja prejudicial aos usuários, em razão da precariedade da contratação, com ônibus com idade avançada, falta de investimento do prestador de serviço, é a melhor saída para que não nos tornemos dependentes integrais da vontade da atual contratada, que deterá o poder de negociação integralmente em suas mãos”, informa o alerta do documento, conforme notícia de autoria da jornalista Mareli Martins, em 14/12/2022 (disponível em  https://marelimartins.com.br/2022/12/14/sem-nova-licitacao-prefeitura-de-pg-pode-abrir-contratacao-emergencial-ou-prorrogar-com-vcg-para-manter-transporte/).

No aguardo de imediata manifestação, agilidade operacional e encaminhamento para garantir debate público e evitar riscos de dependência e piora na oferta do serviço de transporte coletivo de PG, subscrevemos, atenciosamente

Ações beneficentes aquecem natal de famílias Pontagrossenses

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Dados coletados entre Novembro de 2021 a Abril de 2022 pelo Segundo Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar, após entrevistar 12.745 domicílios brasileiros, comprovam que o Brasil continua desde 2015, a ocupar o seco cenário da miséria. E que, com a pandemia de Covid-19 a piora no cenário econômico e as desigualdades sociais agravaram a situação. É uma dura realidade ao mostrar que após 24 anos de estratégias de segurança alimentar para livrar o país da miséria essa triste realidade se repete. O estudo apontou que 33,1 milhões de pessoas não têm garantido o que comer, número que representa cerca de  14 milhões de novos brasileiros em situação de fome. 

Não foi só a fome que se agravou em períodos pandêmicos no Brasil, a pobreza também. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) divulgada pelo IBGE mostra que 62,9 milhões de brasileiros em 2021, ou seja, 29,6% da população do país vivem com renda per capita de até R$ 497 mensais, valor bem abaixo do necessário para viver dignamente. 

A chegada do natal traz também o desejo por solidariedade e grandes expectativas em quem deseja ajudar ao próximo, não é diferente em Ponta Grossa, onde moradores fazem há 4 anos, o fim de ano mais doce e feliz para crianças do bairro Olarias. O projeto Natal Solidário está programado para acontecer em 23 de dezembro, no bairro Olarias e busca além de entregar doces, brinquedos e diversão, fornecer alimentação no local. A idealizadora do projeto, Bianca Aparecida dos Santos precisa de ajuda da população para que o projeto continue. Os interessados podem entregar as doações na residência da Bianca, localizada na rua Serra da Saudade, número 32, vila São Gabriel ou ainda transferir qualquer valor via pix no e-mail biancadossantos4575@gmail.com .

NATAL SOLIDÁRIO

A Prefeitura de Ponta Grossa e a Fundação de Assistência Social, lançaram a campanha com o intuito de arrecadar e doar cestas natalinas para famílias Pontagrossenses em situação de vulnerabilidade social, cadastradas nos Cras. A campanha perdurará até dia 13 de dezembro e conta com o auxílio de empresas e organizações da cidade. A entrega dos donativos acontecerá na Arena Multiuso, porém, ainda não tem data definida

CAMPANHA DE NATAL RPC E SESC

A ação da RPC em conjunto com o Sesc começou em novembro e busca distribuir brinquedos a crianças do Estado através de instituições. Os interessados que desejam fazer uma doação, devem comparecer até o dia 23 de dezembro na emissora localizada na rua João Batista França e Silva, 2885, bairro Boa Vista.

Núcleo Maria da Penha atua na conscientização do enfrentamento à violência doméstica e intrafamiliar

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Em 25 de novembro de 1960, as três irmãs Mirabal foram assassinadas pelo seu ditador na República Dominicana. As mulheres dedicaram sua vida à luta pelos direitos das mulheres, e se tornaram símbolo do feminismo. 39 anos após suas mortes, em 1999, a ONU instituiu 25 de novembro como o Dia Internacional Pela Eliminação da Violência Contra a Mulher, em homenagem às irmãs.

No combate ao fim da violência doméstica, o Núcleo Maria da Penha da Universidade Estadual de Ponta Grossa realizou na semana do dia 25 eventos voltados à conscientização para mulheres em situação de vulnerabilidade. As ações envolveram panfletagem nos banheiros femininos da UEPG, palestras, participações em programas de televisão e rádio, mostra de curtas e intervenções no campus de Uvaranas e no Colégio Agrícola.

A panfletagem ocorreu em banheiros femininos dos dois campi, para que mulheres vítimas de violência possam conhecer as formas de pedir por ajuda. Os panfletos contam com números de contato do NUMAPE e o endereço de suas redes sociais.

O objetivo da semana foi evidenciar ferramentas disponibilizadas pelo NUMAPE para que mulheres vítimas de violência possam buscar ajuda. Em palestra realizada no último dia 24, no Grande Auditório da UEPG central, foram trabalhadas as diferentes nuances da violência contra a mulher. Mediadas por Nara Luiza Valente, coordenadora do Núcleo Maria da Penha, a doutora em ciências sociais aplicadas Bruna Alves Lopes e a Pró-reitora profa. doutora Ione Jovino discutiram os contrastes entre a violência sofrida por mulheres com deficiência e negras.

O Núcleo Maria da Penha é uma atividade extensionista dos cursos de bacharelado em direito e serviço social e se encontra na avenida Maria Perpétuo da Cruz, 111. O NUMAPE atende por plantão nos números: (42) 99929-2600, (42) 3220-3475, (42) 2102-8615, (42) 2102-8614.

5ª Parada Cultural LGBTQIA+ dos Campos Gerais defende a luta do movimento

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No domingo dia 04, Ponta Grossa sediou a 5ª Parada Cultural LGBTQIA+ dos Campos Gerais. O evento teve início às 12h na Praça Barão de Guaraúna, na região central, e contou com centenas de pessoas ocupando as ruas da cidade. A quinta Parada teve como tema a Ciência e a Tecnologia por ser a edição que retomou a presencialidade pós-pandemia de Covid-19. 

Após a marcha pela Avenida Vicente Machado, a concentração final ocorreu na Feira do Produtor, próximo do Restaurante Popular Guilherme Cavina, onde foram realizados os discursos pautando a luta do movimento LGBTQIA+ na cidade. 

Guilherme Portela, organizador da Parada e ativista do movimento, destacou em sua fala que o evento não se tratava de uma tentativa de ideologia como é citada por vários políticos brasileiros. Ele reforçou que a parada é um movimento político e democratico. “Não estaríamos aqui, se depender do discurso, do ato e da política negacionista que cresceu esses anos na pandemia principalmente no governo Bolsonaro”, complementou o ativista. 

A parada também contou com apresentações de artistas pontagrossenses já consolidados como a MUM, Romanov e Lillo e abriu espaço para novos artistas apresentarem suas produções. Matheus Camargo de 18 anos esteve no palco pela primeira vez e relata que foi uma das melhores experiências de sua vida. “Pessoas que eu não conheço cantando minhas músicas, não fazem ideia de como é emocionante sentir que fui acolhido como artista”, conta emocionado com lágrimas nos olhos e com a voz de choro logo após descer do palco. 

Adrielly Cristina Martins de Lara, pansexual de 20 anos, que esteve presente no evento comenta sobre ter uma parada LGBTQIA+ em uma cidade conservadora. “A gente sofre bastante todos os dias nessa cidade, quando eu me visto como menino já me olham com feições estranhas e essa Parada é a minha luta contra essas pessoas que já me olharam torto”, finaliza Adrielly com um sorriso no rosto. 

 

LGBTfobia

Levantamento nacional realizado via busca ativa pelo Grupo Gay da Bahia indicou 300 mortes violentas a pessoas LGBTQIA + em 2021 no Brasil, aumentando 8% quando comparado aos 276 casos de 2020. Ainda, conforme a pesquisa, o Paraná ficou em sétimo lugar dos estados com mais mortes violentas à comunidade LGBTQIA+, sendo registrado 18 casos. 

Ulisses Massinhan, drag queen de 50 anos, chama a atenção para os ataques e valoriza  a importância do evento por retomar os direitos da comunidade LGBTQIA+. “Nós perdemos o nosso direito de viver, nunca houve tantos assassinatos e violência contra nossa comunidade como nesses últimos 4 anos. Essa Parada é a retomada da luta pelos nossos direitos”, afirma a drag.

Dados divulgados pelo Centro de Análise, Planejamento e Estatísticas da Secretaria de Estado da Segurança Pública do Paraná mostram que em 2022 o número de ocorrências envolvendo homofobia e transfobia caiu. Em 2021 foram registradas 1.560 e no período de janeiro a novembro de 2022, totalizaram 1.382 casos. Porém, não estão computadas ocorrências referentes ao mês de dezembro. Neste ano Ponta Grossa também teve queda no número de ocorrências de LGBTfobia, diminuindo de 183 para 56 ocorrências registradas. 

Estudantes da Escola Estadual Cívico Militar Coronel Amazonas visitam a UEPG

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Estudantes da Escola Estadual Cívico Militar Coronel Amazonas visitam a UEPG no dia 16/11/22 no período da manhã e tarde. A ação faz parte do projeto “Mostra de profissões”. A pedagoga da PRAE Josiane Aparecida Campos acompanhou durante todo o trajeto que incluiu Museus, bibliotecas, laboratórios de agronomia, de zootecnia e farmácia. Também foram ministradas palestra sobre as diversas profissões e opções de cursos ofertados pela UEPG.